Movies

Jojo Rabbit

Com humor e sensibilidade história sobre o nazismo é centrada em garoto de dez anos de idade que tem o Führer como amigo imaginário

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Texto por Ana Clara Braga

Foto: Fox/Divulgação

Ser criança é um estado de inocência que infelizmente não é eterno. Por isso, Jojo Rabbit (Nova Zelândia/República Checa/EUA, 2019 – Fox) utiliza-se da ótica infantil para contar uma história sobre nazismo, amor e liberdade. Menos controverso do que parece, o filme é uma delicada imersão em um mundo que não devemos esquecer que existiu para jamais repetir.

Jojo (Roman Griffin Davis) é um garoto de dez anos vivendo na Alemanha nazista e que sonha em ser da guarda pessoal de Hitler. Ele entra para a juventude hitlerista junto de seu melhor amigo Yorki (Archie Yates). Aliás, segundo melhor amigo: o primeiro lugar está reservado para o Führer e enquanto não conhece o verdadeiro fica com o imaginário. Interpretado pelo próprio diretor, Taika Waititi, o ditador de faz de conta é uma consciência expandida de uma criança criada em meio ao fascismo. Jojo, porém, acaba se vendo dividido ao entre a cruz e a espada ao perceber a presença de uma judia em sua própria casa.

O cineasta adaptou o roteiro do livro Caging Skies. Com boas doses de humor, o filme faz graça de situações absurdas como queimas de livros e crianças mexendo com granadas. As hipérboles bem colocadas não deixam de ser uma boa reflexão. O exagero é engraçado, mas fora das telas é assustador.

Rosie (Scarlett Johansson), mãe de Jojo, é uma personagem que leva o filme a outro patamar. Trajando verde diversas vezes, ela evoca os melhores sentimentos que essa cor traz, a esperança e a liberdade. Johansson entrega uma bela atuação de uma mulher fiel às suas ideologias e uma mãe devota a seu filho.

Os ator mirim Roman Griffin Davis é surpreendente ao longo da história. Suas emoções são palpáveis durante todo o filme, deixando muito fácil amar seu personagem. Suas cenas com seu amigo Hitler imaginário rendem diálogos divertidos e psicologicamente interessantes. A cabeça das crianças é algo fascinante e o modo como o filme encontra de mostrar o raciocínio nem tão lógico de um menino de dez anos é incrível.

Nem só de risadas, entretanto, vive Jojo Rabbit. Em sua segunda parte, o longa explora as dores e as maravilhas do amor e o preço de ser livre. Seja no desenvolvimento da relação entre Jojo e sua nova hóspede, na falta do pai ou nos sapatos (sim, nos sapatos!) o filme consegue passar bastante emoção. Taika Waititi brilha de novo ao construir uma narrativa que gera um misto de riso e choro, espanto e identificação. Mais leve que outros filmes que já abordaram o nazismo, este ganha justamente por sua suavidade.

Music

Rita Ora

Oito motivos para não perder o show da cantora, que aproveitará a vinda ao Lollapalooza Brasil para se apresentar pela primeira vez em Curitiba

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Texto por Ana Clara Braga

Foto: Divulgação

Rita Ora irá se apresentar pela primeira vez em Curitiba no dia 2 de abril. Aproveitando sua visita ao país para o festival Lollapalooza, a cantora estenderá a estadia e fará uma visita a capital paranaense (mais informações sobre este evento você tem aqui). Por isso, o Mondo Bacana elaborou uma lista com oito motivos para não perder o concerto “solo” da popstar de etnia albanesa, nascida em Kosovo e radicada no Reino Unido desde o primeiro ano de idade.

Chancela de Jay-Z

Em 2008, quando Rita estava procurando por uma gravadora foi feita uma reunião com o rapper Jay-Z, dono da Roc Nation. O magnata do hip hop gostou tanto da cantora que assinou contrato com ela no mesmo dia e vendeu sua imagem como a de “nova Rihanna”.

Nova oportunidade no país

Sua primeira e última visita ao Brasil foi sete anos atrás, mas foi uma passagem bem apagada. Sua vinda foi por conta da ação de marketing de uma loja. O que deixou a cantora com vontade de fazer mais apresentações no país.

Muitas parcerias

Além de faixas solo, Ora também coleciona um grande número de parcerias. Requisitada e respeitada por seus companheiros de profissão, já participou de gravações de Iggy Azalea, Sofia Reyes, Tiësto, Avicii, Charli XCX e contou com a participação de Liam Payne, Cardi B, Bebe Rexha, Kygo e Chris Brown em músicas de sua autoria.

O novo álbum

Seis anos após o lançamento de Ora, Rita soltou em 2018 seu segundo disco, Phoenix. Já em uma nova gravadora, a cantora recebeu muitas críticas positivas da mídia especializada, incluindo a nota geral de 76 no Metacritic.

Set list equilibrado

Além da divulgação das músicas de seu mais novo trabalho de estúdio, também podemos esperar a execução dos maiores hits de Rita Ora. Faixas do início de carreira como “This Is How We Do (Party)”, “R.I.P.” e “I Will Never Let You Down” devem figurar no set list dos shows por aqui.

Vocais impecáveis

Não é incomum o público se decepcionar com as performances ao vivo dos cantores. Entretanto, este não é o caso de Ora. Ela já provou diversas vezes ter a mesmo gogó nos estúdios e nos palcos, proporcionando sempre um completo espetáculo.

Padrão estético

Não é possível saber qual será o formato do show que a cantora trará para Curitiba, mas é certo que seguirá o belo padrão estético dos outros que faz na Europa e Estados Unidos. Luzes, projeções, roupas combinando se juntam às músicas, tornando a experiência mais interessante e imersiva

Interações com o público

Rita Ora é muito conhecida por sua simpatia. Quando está cantando, também dedica muito tempo para conversar com seus fãs, contar histórias, dividir um pouco mais sobre sua vida. Tudo para deixar a plateia mais próxima dela.