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Jurassic World: Reino Ameaçado

Saga iniciada por Steven Spielberg ganha novo capítulo, desta vez com os dinossauros também correndo perigo na ilha Nublar

jurassicworldfallnkingdom

Texto por Flávio St Jayme (Pausa Dramática)

Foto: Universal Pictures/Divulgação

Quem cresceu acompanhando a saga Jurassic Park no cinema deve estar muito satisfeito. Depois de um dos grandes marcos do cinema estrear 25 anos atrás, tudo evoluiu de forma espetacular. E mesmo seu primeiro episódio permanece como um grande filme.

Mas eis que, como dita a cartilha de Hollywood, foi necessário retomar a saga anos depois e agora que já vimos o incrível Jurassic World estamos prontos para o segundo capítulo da nova história.

Novamente encabeçado por Chris Pratt e Bryce Dallas Howard, Jurassic World: Reino Ameaçado (Jurassic World: Fallen Kingdom, EUA, 2018 – Universal Pictures) não deixa nada a desejar aos melhores filmes dentre os quatro anteriores. É certo dizer, inclusive, que consegue se equiparar ao primeiro e grande Jurassic Park. Claro que não temos mais o frescor de uma ideia original, mas isso não chega a ser um defeito.

Repleto de ação desde seus primeiros minutos, o novo longa que acaba de fazer sua estreia nos cinemas brasileiros coloca os homens em perigo, sim. Mas desta vez, os dinos também estão correndo risco: a ilha Nublar, o último refúgio dos últimos dinossauros ainda remanescentes do parque, está à beira de uma erupção vulcânica, que irá, mais uma vez, dizimá-los da face da Terra.

Uma batalha ética entra em campo: devemos nós salvar os dinossauros de uma nova extinção ou devemos deixar os desígnios divinos retomarem o curso de uma forçada reaparição que se mostrou catastrófica?

Como de praxe, a luta ganância versus altruísmo vai tomar força e a sede de dinheiro irá colocar a humanidade novamente em perigo. Dizer mais é estragar diversas surpresas do roteiro bem amarradinho de Colin Trevorrow (diretor de Jurassic World), mas podemos dizer que, em determinados momentos, os dinossauros se mostram mais inteligentes que os humanos.

No que diz respeito à comparações (inevitáveis), Reino Ameaçado quase parece um longa assinado por Steven Spielberg (que dirigiu o primeiro filme e aqui assina de novo a produção): momentos de ação e pura aventura e tensão se intercalam com cenas prontinhas para fazer o espectador derramar algumas lágrimas. Uma delas, em especial, vai deixar muito marmanjo com os olhos marejados no cinema.

Em suma, J.A. Bayona se mostra mais uma vez um diretor impecável que consegue transformar seu filme em uma quase obra de arte. Foi assim em O Orfanato, foi assim em O Impossível, foi assim no surpreendente Sete Minutos Para a Meia-Noite e é assim novamente em Jurassic World: Reino Ameaçado. Que, aliás, já pode ser listado entre um dos melhores da saga.

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