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Um Casal Inseparável

Comédia romântica sobre jovem casal da zona sul carioca esbarra em situações inverossímeis e atuações abaixo da média

Texto por Fábio Soares

Foto: H2O Filmes

Produzir entretenimento na pandemia não deve ser nada fácil. Produzir boas histórias, idem. E, em tempos de confinamento, até que não é tão difícil bolar uma boa história. não é mesmo? Pegue um cenário paradisíaco, um jovem casal da zona sul carioca, tempere com situações inusitadas, um final feliz… Assim terás a comedia romântica perfeita, certo?

ERRADO! A proposta de Um Casal Inseparável (Brasil, 2021 – H2O Films), pode até ser boa mas seu desenrolar é permeado por tantas situações inverossímeis que sua defesa torna-se algo impraticável. No papel de Manuela, Nathalia Dill encarna uma temperamental professora de vôlei, que não leva desaforo pra casa e que atropelará o mundo inteiro, se necessário, em prol de seus ideais. Já o comediante Marcos Veras interpreta Léo, um romântico médico pediatra que apaixona-se à primeira vista por Manuela e, a partir daí, iniciará uma quase impossível missão em conquistá-la. O “fator comédia” está presente em muitos momentos, fato, mas a inverossimilhança (olha ela aí de novo!) é tão imediata quanto surreal. No papel de Esther, mãe de Manuela, Totia Meireles assume o papel de sogra e fiel escudeira de Léo na tentativa de reunir o casal após suposta traição do pediatra. Inicia-se, então, uma sucessão de acontecimentos ininteligíveis e difíceis de engolir, passando pela compra de um apartamento por Léo, uma unidade imediatamente germinada ao de Manuela sem que ambos saibam.

O roteiro de George Moura e do diretor Sergio Goldemberg pinta um Rio de Janeiro quase sem problemas em pleno 2021, mesmo sabendo-se que a aura de “Cidade Maravilhosa” é quase impossível nos dias atuais. Mas não é só o roteiro que é fraco, com situações inverossímeis. As atuações do elenco estão abaixo da média e o final é para lá de previsível. Após noventa minutos, a sensação que fica é que este tal “casal Inseparável” é como qualquer um outro. E quer saber? Nem é tão inseparável assim…

Por isso esta longa não passa de uma nota 8… numa escala de 0 a 100.

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