Music, Videos

Clipe: Superorganism – Something For Your M.I.N.D.

Artista: Superorganism

Música: Something For Your M.I.N.D.

Álbum: Superorganism (2018)

Por que assistir: Será este o mais novo hype do rock mundial? Ou apenas mais uma armação esperta bolada por músicos-produtores não menos espertos? Seja o lado no qual você escolha ficar em relação ao Superorganism, uma coisa é certa: essa faixa, cuja letra é cheia de referências nominais a ícones da cultura pop e do consumo mundial, vai grudar de cara na sua cabeça e não sairá mais dela. A banda inglesa lançou seu álbum de estreia em março deste ano, pelo badalado selo alternativo também inglês Domino. Volta e meia pipoca algum clipe novo na rede, feito por eles mesmos e da forma mais tosca possível, utilizando maciçamente técnicas de colagem e animação para construir um visual atraente dentro de narrativas nonsense. “Someting For Your M.I.N.D.” foi o primeiro singledo grupo e, assim como aqueles que saíram antes do álbum, também foram incluídos como faixas desse mesmo trabalho. Só que logo neste primeiro singleeles já tiraram a sorte grande: acabaram sendo escolhidos como o representante britânico da trilha sonora do videogame Fifa 18. Oito membros compõem o Superorganism, que funciona como uma espécie de coletivo tec-hippie do Século 21: sete deles dividem a mesma casa, a convivência, diária, vai muito além do ato de fazer música e a comunicação com o “exterior” é feita apenas através do skype. A vocalista principal é meio norte-americana meio japonesa e ainda não chegou aos seus vinte anos. Chama-se Orono Noguchi. A voz é pequena e meio rouca, mas também um tanto sexy. Nos clipes ela é alçada como “a diva” da banda. Só que é uma diva misteriosa, pouco se sabe sobre ela e isso também é explorado para criar o mito em torno da personagem Orono. Ruby, B e Soul são outras três jovens (duas delas, neozelandesas; a outra, sul-coreana e única que vive separadamente do resto, tendo estabelecido residência na cidade australiana de Sydney) cumprem a função de backings de Orono e, além dos vocais de suporte, ainda complementam o lado visual dos shows da banda com roupas coloridas, dancinhas e gestos coreografados. Há ainda um integrante, Robert Strange, que não toca nada, apenas fica encarregado de suprir todas as necessidades de artes visuais do coletivo. A parte instrumental é feita pelo trio básico de guitarra, teclados (que substituem o baixo) e bateria. É nesta parte que se chega ao que realmente interessa a respeito do Superorganism: os reais cabeça da banda. São eles o tecladista Emily, o baterista Tucan e o guitarrista Harry. São os que compõem, produzem e mixam as músicas. Aliás, esses três e mais o artista visual formavam antes um quarteto chamado Eversons. Do Eversons passaram ao Superorganism adicionando mais gente à formação, inclusive a fã de primeira hora da antiga banda Orono. Até agora, das dez faixas do álbum de estreia, já existem seis singles/videoclipes e um certo burburinho entre os fãs do indie rock um tanto dançante, melodioso e pop. A pergunta que fica reservada para o decorrer da temporada de 2018 é justamente “até onde irá este superorganismo?”.

Texto por Abonico R. Smith

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