Music

Flogging Molly

Oito motivos para não perder o empolgante show do septeto americano-irlandês que mistura punk com música celta

flogging molly

Texto por Abonico R. Smith

Foto: Divulgação

Sete shows em nove dias em cinco países. Esta é a agenda de Dave King e seu grupo Flogging Molly pela América Latina na primeira quinzena de outubro. A primeira parada é no Brasil, com datas marcadas para Curitiba (5), São Paulo (6) e Rio Janeiro (7) – veja mais informações sobre estas três noites aqui. Depois, a banda parte para Buenos Aires (9), Santiago (10), Bogotá (12) e, por fim, Cidade do México (14).  Abaixo, o Mondo Bacana lista oito motivos para você não perder alguma destas apresentações.

Carreira equilibrada

O Flogging Molly comemorou vinte anos de carreira no ano passado com uma discografia equilibradamente espaça de seis discos lançados entre 2000 e 2017. O maior intervalo de tempo ocorreu entre os dos últimos (seis anos). O que comprova que disco só sai quando a banda realmente tem um punhado de material novo nas mãos

The Hand Of John L. Sullivan

Meses antes de lançar o álbum mais recente, Life Is Good (2017), o Flogging Molly disponibilizou o single  “The Hand Of John L. Sullivan”, um divertido punk celta que homenageia o lendário boxeador americano (de origem irlandesa, claro) John L. Sullivan, o último dos campeões da categoria pesos-pesados dos ringues antes da regra que impôs a obrigatoriedade do uso de luvas aos esportistas. Também, claro, foi o primeiro campeão da mesma categoria, após o uso das luvas, em 1882.

Crushed (Hostile Nations)

Apesar de não ter sido lançada em single, esta faixa de Life Is Good funciona tão bem ao vivo que está incluída no repertório da atual turnê, chamada Liberarion Tour Booking. O refrão é explosivo, a bateria de marcha no tarol envolve todo mundo e a letra antiguerra é sensacional.

The Days We’ve Yet To Meet

Punk irlandês pode ser beberrão e não fugir a uma boa briga, mas também não tem a mínima vergonha de se mostrar um eterno romântico. A letra desta faixa, também do novo disco, é um primor de nostalgia apaixonada. Fala sobre o relacionamento ingênuo e inocente de um casal na adolescência e como a ligaçãoo foi se perdendo com o tempo. Corre o risco de fazer quem tem coração amanteigado chorar quando tocada ao vivo

Ligação com o Motörhead

Eddie Clark, guitarrista da formação clássicao Motörhead falecido no último mês de janeiro, formou uma banda de hard rock chamada Fastway em 1983, um ano depois de sair do trio liderada por Lemmy Kilmister. Sabe quem ele chamou para ser o vocalista da nova empreitada? Um jovem irlandês chamado Dave King (o frontman ruivo de barba, à frente dos músicos na foto acima), então com apenas 22 anos de idade. King gravou um álbum por ano até 1986, até abandonar o barco para se dedicar a outro projeto, o Katmandu, que fez um disco só e não emplacou.

Um-dois

Não tem nada mais excitante para fazer pogo e wrecklingdo que a tradicional batida da polca, o tal do compasso binário que casa tão bem com o psychobilly, ritmo que encontrou casa abrigo e gerações dispostas a perpetuá-lo tanto em Curitiba quanto em São Paulo. Portanto, o público destas duas cidades estará mais do habituado quando o baterista Mike Alonso – recém-integrado à turma – soltar mão e pés no seu kit.

Velhos hits

O repertório da Liberation Tour Book serve para divulgar o novo disco mas também não deixa de lado os vários clássicos que fizeram a alegria dos fãs da Flogging Molly na década passada. Só para ter uma ideia, Mais da metade do repertório vem dos dois primeiros álbuns, Swagger (2000) e Drunken Lullabies (2002). Seria um desperdício deixar de tocar canções como “If I Ever Leave This World Alive, “Salty Dog”, “Drunken Lulabies” e “What’s Left Of The Flag” até hoje.

Punk celta

Se separadamente estes dois gêneros musicais não conseguem deixar nenhum fã parado durante os show, imagina juntando tudo isso. O Flogging Molly, que sempre mostrou-se orgulhoso de seu sangue irlandês, usa ao vivo banjo, flauta doce, bandolim, rabeca e acordeon ao lado da instrumentação tradicional do punk rock. Não à tôa, nos últimos três anos participou de cruzeiros ao lado de gente como DeVotchKa, Gogol Bordello, Frank Turner, Buzzcocks, Offspring, Skatalites, Beat, Rancid e NoFX.

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