Movies

Falsas Confidências

Longa-metragem feito para a TV francesa traz para os dias de hoje uma história de ambição e golpe do baú do século 18

Texto por Leonardo Andreiko

Foto: Supo Mungam/Divulgação

Falsas Confidências (Les Fausses Confidences, França, 2016 – Supo Mungam) é uma obra feita para a TV e tornado disponível há poucos dias no Brasil pelo serviço de streaming Supo Mungam Plus. O serviço on demand contém os filmes da distribuidora de mesmo nome, com enfoque em cinema de festivais e arthouse. Este longa não foge de tais categorias.

Baseada em uma peça do escritor francês Pierre de Marivaux, a trama revolve em torno do plano de Dorante (Louis Garrel) e Dubois (Yves Jacques) para que aquele case-se com Araminte (Isabelle Huppert) e, assim, arrebate suas riquezas. O original, escrito no século 18, inevitavelmente se funda nas instituições políticas de seu tempo. Luc Bondy, que dirige o filme junto a Marie-Louise Bischofberger, escolhe transferir a narrativa para os dias de hoje, mas o faz sem adaptar as instituições e a linguagem utilizada pelas personagens.

Assim, a mansão de Araminte é casa de todos seus criados, incluindo o raso Arlequim, um senhor idoso e com claras limitações cognitivas utilizado puramente como alívio cômico, mas sem qualquer eficiência. A rica viúva é prometida a um conde com quem nutre disputas de terras (Jean-Pierre Malo) e a comunicação é feita por cartas. Portanto, quando Dorante chega à mansão buscando o emprego de assistente pessoal da protagonista, inicia-se junto à trama um processo infindável de estranheza, com o claro contraste entre maneirismos, diálogos e ações das personagens e o mundo ao seu redor.

Bondy busca uma peculiaridade visual que, a princípio, prende a atenção do espectador. O diretor de fotografia, Luciano Tovoli (de Suspiria, a versão original de Dario Argento), compõe ricos planos que, apesar de estáticos, são munidos de camadas muito bem construídas e movimento dinâmico dos atores. A comum abordagem de emprestar a linguagem do teatro (com planos conjuntos que cobrem uma cena quase inteira, no máximo um plano-contraplano ou outro) é empregada por Bondy com a rasa eficiência que é capaz de carregar. Na incapacidade de transmitir as nuances do material de uma mídia a outra, o diretor se apoia na escolha estética de uma cafonice inerente a seu filme.

Por melhor composta que seja a mise-en-scène, a atenção do espectador se volta às decisões de figurino questionáveis, adereços de cenário sem nexo e, fechando o caixão, a decisão criativa (pois é impossível que isso seja um mero erro) de estourar completamente os brancos da maioria das cenas externas. 

Com diálogo e atos claramente despidos de seu tempo, opções estéticas distratoras e uma direção preguiçosa, As Falsas Confidências é um filme bagunçado, que carrega performances aquém de seu elenco e interrompe sua imersão do início ao fim. Talvez por ter, justamente, sido feito para a televisão, não para o cinema.

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Monster Hunter

Milla Jovovich e Paul WS Anderson voltam ao universo dos videogames com muitas lutas, perseguições e uma história sem pé nem cabeça

Texto por Ana Clara Braga

Foto: Sony Pictures/Divulgação

Milla Jovovich já pode ser considerada uma veterana em filmes de adaptações de videogameMonster Hunter (Alemanha/EUA/Japão/China, 2020 – Sony Pictures) é o mais novo título a entrar no currículo da atriz. Do mesmo diretor de Resident Evil e Mortal Kombat, a nova produção pode impressionar nas cenas de ação, mas deixa a desejar no roteiro. O “outro mundo” em que a maior parte da história acontece tem visuais incríveis, embora pouco seja explicado sobre ele ao longo dos 100 minutos de acontecimentos. O foco aqui é claro: monstros, lutas, perseguições e mais lutas.

A premissa é simples: durante uma expedição no deserto a equipe de Nathalie Artemis (Milla Jovovich), militar de operações, atravessa um portal para outro mundo. Lá encontram monstros terríveis e jamais vistos antes. A tal equipe é logo aniquilada e Artemis se vê sozinha com um nativo do novo mundo, o Caçador (Tony Jaa). Após sequências intermináveis de lutas entre os dois, a dupla improvável se une. É uma relação tipo Crusoé e Sexta-Feira: pessoas de mundo e línguas diferentes que se unem para sobreviver. 

O diretor Paul WS Anderson sabe bem qual público seu filme irá agradar. Essa consciência, óbvio, resulta em muita ação. As lutas são bem coreografadas e as perseguições, intensas. A história se divide em dia e noite, com dois tipos de monstros à solta. As cenas dentro do covil de uma das criaturas é o melhor deste longa. E se tem ação frenética, tem pouca história. Quem procura por um enredo fechado e explicações sairá frustrado, principalmente com o final feito para ter uma continuação e não para concuir este filme. Mesmo assim, fãs do game deverão ficar satisfeitos ao final dos créditos, afinal a ação fantástica faz jus à sua origem.

Monster Hunter torna complicado sentir qualquer coisa pelos personagens. Eles são muito mal trabalhados. A equipe de Artemis, assim como é introduzida, some sem qualquer desenvolvimento. É difícil até sentir dó! E se a personagem de Jovovich aparece beijando um anel algumas vezes, acrescentaria muito explicar o significado disso. Ela é casada? Noiva? Tem filhos? A unidimensional mulher porreta que “bota pra quebrar” não preenche o longa.

A cena inicial mostra um barco navegando nas areias do deserto, antes de ser atacado por um dos monstros. Esses personagens retornam, de maneira abrupta, no último ato. Chega a ser repetitivo dizer, mas tal núcleo tem um desenvolvimento ainda mais precário. Alguns personagens têm apenas duas ou três falas monossilábicas. Uma pena para a atriz brasileira Nanda Costa, em seu primeiro papel em Hollywood, que caiu justamente nesse balaio. 

As tentativas de comédia também são falhas e repetitivas. A cena de Artemis mostrando o que é chocolate para o Caçador chega a ser desconfortável. Talvez uma mulher branca mostrando coisas “desenvolvidas” para um homem não branco não seja o alívio cômico mais inteligente. Por sinal, a maioria das piadas do filme se baseia na dificuldade da comunicação entre os personagens. Uma hora isso cansa.

Monster Hunter revela-se, no seu decorrer, grandioso, bruto e intenso. Aqui há algumas perseguições muito bem montadas, daquelas de deixar o público bem nervoso. De resto, entretanto, é só mais um filme de monstros. Sem muita história, sem pé nem cabeça.

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La Llorona

Remetendo a uma antiga lenda, filme da Guatemala mexe nas feridas históricas e políticas do país e leva o país às premiações da temporada

Texto por Janaina Monteiro

Foto: Divulgação

Existe uma personagem discreta em La Llorona (Guatemala, 2020), porém crucial para entender por que é histórico o filme guatemalteco, premiado no festival de Veneza e primeiro do país candidato ao Globo de Ouro (e provavelmente ao Oscar). Rigoberta Menchú Tum é a ativista indígena do grupo Quiché Maia, agraciada com o prêmio Nobel da Paz, em 1992. Ela se tornou Embaixadora da Boa Vontade da Unesco e chegou a se candidatar à presidência da Guatemala em 2006.

No filme, dirigido de forma magistral pelo guatemalteco Jayro Bustamante e com a impecável direção de fotografia assinada por Nicolas Wong Diaz, Rigoberta assiste ao julgamento do general Enrique Monteverde (Julio Diaz) acusado de ordenar o massacre de camponeses maias, inclusive crianças, suspeitos de colaborar com guerrilheiros comunistas financiados pela União Soviética e Cuba. 

Os crimes aconteceram de fato, entre 1981 e 1983, durante a guerra civil na Guatemala, que durou 36 anos. O então chefe de Estado, Efraín Ríos Montt, foi condenado em 2013, mas teve a sentença anulada dias depois. Efraín viveu mais cinco anos, mas as cicatrizes do genocídio ainda persistem por lá. 

Para levar ao cinema essa história tão delicada e replicada em tantos países da América Latina que sofreram com guerras civis e ditaduras, Bustamante recorreu ao terror. Afinal, nada mais plausível que usar o gênero para trazer à tona um pesadelo, com seus fantasmas políticos ainda frescos na memória recente daquele povo.

No início, o espectador é apresentado ao general e seu núcleo familiar (mulher, filha e neta) mais o dos empregados, indígenas, responsáveis pela manutenção da casa. O passado de Enrique também condena sua família a viver cercada por seguranças. Com a saúde debilitada, o ex-militar não dispensa a dose de uísque e o cigarro, até que os demônios começam a atormentar suas noites na forma de um choro. Demência? Possessão? É o espírito da chorona, que dá nome ao filme e representa uma entidade folclórica mexicana, já levada às telas em produções de terror hollywoodianas, como A Maldição da Chorona, de 2019. 

Diz a lenda, cuja origem remonta ao século 16, no México, que em noite de lua cheia a chorona surge desesperada, em busca de seus dois filhos assassinados por ela. Quando a chorona descobriu que estava sendo traída pelo marido, decidiu dar fim aos frutos da união. Arrependida do crime, a mulher morre de depressão e seu fantasma – de vestido e véu branco – passa a assombrar os povoados. 

É assim, vestida de branco, que surge a protagonista. Alma (María Mercedes Coroy, atriz do premiado Ixcanul, filme que revelou Bustamante) é contratada depois que todos os funcionários da mansão pedem demissão, só restando a governanta. Aos poucos, a narrativa vai revelando quem é essa alma: a mãe que teve os filhos afogados pelos militares que ameaçaram matá-la se chorasse. Assim, ela acaba por materializar todas as vítimas da estupidez humana. 

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Tom & Jerry: O Filme

Clássicos personagens criados por Hanna-Barbera voltam aos cinemas e ganham um divertido longa-metragem para crianças de todas as idades

Texto por Ana Clara Braga

Foto: Warner/Divulgação

As produções com a assinatura Hanna-Barbera são responsáveis pela alegria de crianças de diversas gerações. Os desenhos produzidos pela dupla atravessam o tempo e não perdem o encanto até hoje. Tom & Jerry – feito em curtas-metragens para exibição nos cinemas entre 1940 e 1958, quando William Hanna e Joseph Barbera deixaram o estúdio de animação da Mtero-Goldwyn-Mayer para abrirem o seu próprio – é uma das criações mais famosas dos animadores. A clássica história de gato e rato já ganhou outras versões para a TV, foi readaptada para a telona nos anos 1990 e agora acaba de ganhar uma nova obra. Em longa-metragem. Para os cinemas, novamente. Por isso, Tom & Jerry: O Filme (Tom and Jerry, Reino Unido/França/Alemanha/EUA, 2021 – Warner) é divertido e nostálgico. O tipo de filme que consegue conquistar as crianças e os adultos e faz isso sem ideias mirabolantes. 

Chloë Grace Moretz estrela o longa como a inteligente Kayla, que consegue um emprego em um hotel de luxo mentindo sobre seu currículo. Tal hotel é o ponto central da história: é lá que Jerry, recém-chegado em Nova York, decide instalar sua nova casa. Quando o ratinho é descoberto, a moça fica responsável por se livrar do intruso. Como solução, ela contrata Tom para caçar e se livrar de Jerry. O gato de crachá e chapéu de uniforme, inclusive, rende um visual divertido.

Todos os animais do filme são de CGI. Quase todos também falam, com exceção dos principais. O buldogue Spike, presença cativa nos antigos desenhos da dupla, também está na história. Mais musculoso do que nunca, o cão adiciona bastante força à clássica nuvem de poeira durante as brigas. Os clássicos ingredientes que fizeram do desenho uma unanimidade entre crianças dos anos 1940 para cá aparecem na telona: ratoeiras, portinhas no rodapé, as engenhocas caseiras do Tom, perseguições, quebra-quebra, galos gigantes, choque e aquela surrealidade deliciosa das brigas. Quem gosta de animação vintage vai vibrar com a pequena ponta que outro ser canino, Droopy, faz neste longa. Apesar de minúscula, ela é capaz de arrancar risadas. 

O enredo é simples. Não precisava ser diferente. O divertido, o que entretém, muitas vezes não precisa de um caminhão de mudanças. A reinvenção é importante, sim, mas existem clássicos que são atemporais. O diretor Tim Story soube aproveitar os pontos positivos do desenho e trazer a dupla para o século 21. A tecnologia entra aqui para somar na vida do gato e do rato. E a contemporaneidade lhes cai bem.

O longa não prima pela excelência, nem será algo que marcará profundamente o ano no cinema. Contudo, existe a ciência disso. Tom & Jerry: O Filme não procura ser o novo Uma Cilada para Roger Rabbit, que há pouco mais de trinta anos revolucionou a linguagem cinematográfica para adultos misturando animação e live action. O gato e o rato protagonizam um filme para eternas crianças. Não se leva a sério e diverte o público de todas as idades sem muito compromisso. 

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Mulher-Maravilha 1984

A amazona Diana retorna às telas em história bastante fraca e confusa, o que acaba por ameaçar as expectativas para o próximo filme da trilogia

Texto por Ana Clara Braga

Foto: Warner/Divugação

Em 2017, Patty Jenkins apresentou ao mundo o primeiro filme solo da Mulher-Maravilha. O longa agradou público e crítica e criou altas expectativas para sua sequência. Depois de boatos e adiamentos, Mulher-Maravilha 1984 (Wonder Woman 1984, EUA/Reino Unido/Espanha, 2020 – Warner) estreou e, ao contrário do primeiro, passou longe de um consenso entre fãs e imprensa. O segundo filme da franquia é fraco, confuso e repete os mesmos erros do primeiro, mas sem o principal que fez o título de três anos antes gerar uma boa experiência: o carisma. 

A primeira cena do filme é um flashback da infância da protagonista, quando ainda vivia em Themyscira, em que ela trapaceia em um jogo com outras amazonas. Com isso, aprende a importância da verdade. É isso? Sim, é isso. Os visuais são muito bonitos e a ação entretém, mas o formato sermão é meio esquisito. A segunda cena mostra Diana (Gal Gadot) já adulta, nos anos 1980, salvando pessoas de ladrões em um shopping center. A amazona esconde sua identidade heróica e torna-se uma espécie de justiceira silenciosa. Sem uniforme, trabalha lidando com antiguidades.

Se não tivesse 1984 no título, seria difícil precisar em que época a história está situada. Tirando alguns momentos como a cena do shopping ou quando o personagem de Chris Pine prova roupas, a ambientação é genérica. Aliás, continuando o tópico do visual, os pôsteres podem ter contribuído muito para a decepção com o filme. O novo uniforme, dourado, grandioso, com asas, é extremamente mal utilizado. Aparece por tão pouco tempo que não dá para entender porque foi parte tão importante da divulgação. 

Steve (Pine) é um dos personagens principais do longa de 2017. A escolha para trazê-lo novamente ao elenco é difícil de justificar. Ele é divertido, mas a forma como seu personagem “volta” não é convincente. Se no primeiro filme tínhamos uma Mulher-Maravilha que discursou sobre não precisar de homens, na sequência temos outra que está disposta a sacrificar a vida de uma pessoa e prejudicar o destino da humanidade por outro. Confuso, não é? A mudança repentina de personalidade da personagem é difícil de engolir, é abrupta. O sentimento de luto de Diana deveria ter sido tratado de maneira diferente.

O grande vilão do filme é o ambicioso Maxwell Lorenzano (Pedro Pascal), que encontra uma pedra realizadora de desejos. A relíquia é chamada neste filme como “pata do macaco” – o que significa que na mesma medida que ela dá, ela tira algo. É nessa lógica que os grandes acontecimentos do filme se desenrolam. Por mais que seja interessante, torna-se forçado. Ver Maxwell induzindo as pessoas a dizerem o que desejam não é sutil nem para uma ficção.

Falando em sutileza, Patty Jenkins teve zero disso ao conduzir uma cena da Mulher-Maravilha salvando crianças em um Egito oitentista e fruto do imaginário racista estadunidense. Gal Gadot nasceu em Israel e nunca escondeu suas posições a respeito da Palestina. Colocá-la falando árabe, tirando crianças da estrada para que não fossem atropeladas por outros “egípcios sem coração” é falta de noção. A escolha por um ator e um personagem latinos para emular a megalomania de Trump também é uma falta de tato sem tamanho. A sorte é que Pedro Pascal é ótimo ator. 

A primeira parte de WW84 (como o longa foi apelidado na internet) é muito abaixo do esperado. A química entre Pine e Gadot não se repete, a história ainda está se desenvolvendo e Pascal e Kristen Wiig acabam roubando a cena. A comediante, que manteve sua audição para o filme em segredo, interpreta a cientista Barbara Minerva, que torna-se a vilã Cheetah. Inicialmente tímida e desengonçada, após desejar a pedra mágica para ser mais igual a Diana adquire superpoderes. Como filmes de herói com dois vilões precisam balancear a história para não desperdiçar um destes personagens, infelizmente Cheetah é desperdiçada. Sua transformação chega tarde, dura pouco, não impressiona e deixa o desejo dela ter aparecido em outra obra. 

A Mulher-Maravilha de 2017 encantou por mostrar a amazona conhecendo um mundo novo e se apaixonando por um humano. A narrativa da vilania humana era um bom caminho, um bom espelho – uma pena que, no final, o roteiro escolheu transformar o vilão em um deus. A mudança repentina de tom se repete na sequência de 2020. Quando o clímax do filme chega, somos surpreendidos com mais um sermão. Lutas? Estratégias? Uso da nova armadura? Não, conversa-clichê com o público. Essa é a grande arma usada pela heroína. Ela palestra sobre a importância da verdade. Isso já seria questionável, considerando que o principal defeito do vilão não era mentir e sim ser ambicioso e inescrupuloso. Contudo, o papo meia-boca para salvar o mundo se parece mais com Gal Gadot cantando “Imagine” com outros artistas do que uma heroína salvando o mundo.

Jenkins é uma boa diretora, mas precisa aprender a editar suas ideias. Um filme menor, mais contido, seria certeiro. A história expõe fraquezas de roteiro, de atuação, de edição e de efeitos especiais (a cena do laço da verdade repelindo tiros é muito mal feita!). Quem sabe se o enredo fosse a busca pela amazona perdida Asteria o resultado seria mais empolgante. Na era dos filmes de super-heróis, o melhor pode ser mirar em tramas simples e que encantem pelo desenvolvimento.

Não é injusto dizer que Mulher-Maravilha 1984 é decepcionante – pode-se falar muito de um filme quando sua melhor cena é a que vem após créditos. E mais um título já está confirmado, criando novas esperanças de uma história como a de 2017, mas mantendo o medo de uma como a de 2020. Fica a expectativa de uma aventura digna da heroína e que explique o porquê, em Batman Vs Super Homem, dela não ter qualquer lembrança de seu passado.