Movies

Cemitério Maldito

Trinta anos depois, obra do cultuado escritor Stephen King volta a ganhar adaptação para as telas do cinema

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Texto por Leonardo Andreiko

Foto: Paramount/Divulgação

A obra literária de Stephen King, para o bem ou para o mal, rende diversas adaptações na indústria do cinema. Tradicionais como À Espera de Um Milagre e Um Sonho de Liberdade se unem a eternos ícones do cinema de horror, como O Iluminado; Carrie, A Estranha e Pet Sematary. Este, no entanto, é o mais novo filme a figurar a lista de adaptações relançadas nos últimos anos – fenômeno crescente, em especial, nesta década. Utilizando o mesmo método com o qual resenhei para o Mondo Bacana a versão de Suspiria feita pelo diretor Luca Guadagnino, não tecerei comparações entre o filme de Kevin Kölsch e Dennis Widmeyer e o original de Mary Lambert, lançado 30 anos atrás.

Em Cemitério Maldito (Pat Sematary, EUA, 2019 – Paramount), Louis (Jason Clarke), Rachel (Amy Siemetz) e seus filhos se mudam para uma pacata cidade, buscando sossego da correria metropolitana em uma casa de campo com terreno gigante. É claro que o plano não sai como esperado, com o advento da morte do gato da família, Church, trazido de volta dos mortos com o auxílio do misterioso vizinho da família, Jud, interpretado por John Lithgow. Embora uma história promissora, o roteiro de Matt Greenberg e Jeff Buhler, que assinou Maligno (2019), empaca o desenvolvimento com seu ritmo moroso. Demoramos a sentir que o filme se desenvolve, gastando tempo demais com a adaptação da família à casa.

Além disso, grande parte dos primeiros atos fica na criação de subtramas sem conclusão, como a intrigante relação entre Louis e o seu falecido paciente Pascow (Obssa Ahmed), alertando o perigo que ronda o protagonista e sua família ao longo do filme. O pior gasto de tempo, no entanto, é a relação de Rachel com sua irmã, Zelda (Alyssa Brooke Levine). Ainda que o trauma resulte em uma forte característica da personagem, não merece todo o furor alucinógeno com o qual a dupla de diretores trata a história – uma desculpa para gore jumpscares.

Os jumpscares do filme, inclusive, são completamente ineficientes.  Sua previsibilidade os torna artificiais demais, além de serem estragados pelo exagero na intensidade do som. O sound design de Cemitério Maldito é convencional, mas deixa muito a desejar. Da mesma forma, a música não adiciona quaisquer camadas.

Ainda sobre a convencionalidade do longa, a dupla de diretores opera de forma eficiente, entendendo bem o gênero no qual se inserem sem mergulhar nos clichês. Eles existem, em escala maior que o esperado, mas não tomam conta da trama. No entanto, a direção não cria quaisquer marcas de estilo.

Além disso, a atuação dos protagonistas é funcional. O maior problema, no entanto, é Jeté Laurence, que interpreta Ellie de maneira extremamente superficial em seus dois “estados de espírito” ao longo da trama. No fim, o terceiro ato de Cemitério Maldito contrasta os predecessores vagarosos e é extremamente apressado, sem amarrar quaisquer nós que não sua história principal.

Desta forma, a nova adaptação desta obra literária de Stephen King não foge do convencional. Sem muitos grandes aspectos, amarga uma falta de empolgação consigo mesma. É bem produzida, com cenas bem fotografadas, porém mal dirigida e perde o potencial. Aliás, com exceção de It – A Coisa, os últimos filmes que bebem da fonte de King estão deixando a desejar.

Music

Madonna

Sessenta curiosidades para marcar o aniversário de 60 anos da cantora, atriz e principal lançadora de tendências pop desde os anos 1980

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Texto por Flávio St. Jayme (Pausa Dramática)

Fotos: Reprodução

Neste dia 16 de agosto de 2018, Madonna Louise Veronica Ciccone completa 60 anos. Chega a essa idade, profissionalmente falando, solitária: Michael Jackson e Prince, que, assim como ela, nasceram em 1958 e formaram a trinca de maiores popstars da década de 1980 (os anos dourados do videoclipe), não estão mais entre nós. E ela é mais que uma cantora, é um ícone. Na música, na moda, na polêmica, tudo em que põe a mão estoura. É considerada a rainha do pop. Lança tendências e é copiada à exaustão.

O Mondo Bacana– em parceria com site Pausa Dramática – publica 60 curiosidades sbre Madonna para celebrar os seus 60 anos. De início estão, entre aspas, 25 fatos que a própria Rainha do Pop contou sobre si mesma ao jornal Boston Herald, em entrevista publicada em 2015.

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Na apresentação durante o Met Gala 2018

>> “A minha música favorita de meu repertório é ‘Bitch, I’m Madonna’, certamente. E a que menos gosto é ‘Material Girl’. Eu nunca, jamais, quero ouvir aquilo de novo!”

>> “A minha cidade favorita é Roma. É tão linda. A luz é calma e relaxante para mim, a arquitetura é esplêndida e a comida é incrível. Eu sou totalmente apaixonada por esse lugar.”

>> “Eu não suporto cogumelos. Ou escargot. Eca! É como uma gosma. Uma gosma cara!”

>> “A pessoa que eu mais idolatro é Paul Farmer. Ele é um médico e ativista que reconstruiu o sistema de saúde no Haiti mesmo antes do terremoto de 2010. Ele fez o mesmo em Ruanda.”

>> “A última vez que fiz compras no supermercado foi há um ano.”

>> “Eu não sinto falta de absolutamente nada sobre crescer em Michigan. Absolutamente nada.”

>> “A pessoa que eu mais quero conhecer é o presidente Obama. Quando é que vou conhecê-lo? Ele só precisa me convidar para a Casa Branca. Ele provavelmente pensa que eu sou muito provocadora para estar lá. Estou falando sério. Se eu fosse um pouco mais recatada… ou se eu estivesse casada com Jay Z. Ei, se o Jay Z me levasse lá como sendo sua segunda esposa, então eu com certeza teria um convite para me encontrar com o presidente.”

>> “A única coisa que jamais eu seria pega usando é um biquíni coberto de pele de algum animal.”

>> “Os momentos mais felizes da minha vida foram quando os meus filhos nasceram e quando me casei duas vezes.” (Nota: ela foi casada com o ator Sean Penn e o cineasta Guy Ritchie)

>> “Minha parte favorita no meu corpo são meus olhos. A parte que mais detesto são meus pés de dançarina. Eles são horríveis.”

>> “Eu descobri que casamentos só duram se você não dividir o banheiro. A melhor coisa de ser solteiro é que não há ninguém para te expulsar de seu banheiro quando você quiser privacidade.”

>> “A coisa que eu menos sinto falta em ser casada é ser chamada de “a esposa’. Essa é a pior.”

>> “Meu maior prazer na comida e o que faz engordar é pizza ou batata frita. Eu amo!”

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No clipe da música “Vogue”

>> “A última vez que eu fiquei em choque foi quando Alain Delon me ligou quando eu estava em Copenhagen durante a minha última turnê. Eu estava tentando levá-lo a fazer uma aparição no palco durante um pequeno show em Paris. Eu estava tremendo porque eu o amo! Eu nunca conheci o cara e só o conhecia de filmes. Ele foi a minha paixão adolescente. Foi patético.”

>> “Eu realmente não assisto a TV. Eu só gosto de duas séries – True Detective e uma irlandesa chamada The Fall – e eu não estou envergonhada em admitir. Muitas pessoas dizem ‘The Fall com Jamie Dornan’, mas eu digo ‘The Fall com Gillian Anderson’. Ela é tão boa.”

>> “A maior ambição da minha vida que eu ainda quero cumprir é o de ficar com o Drake. Mas apenas beijá-lo.”

>> “O momento mais embaraçoso da minha vida foi eu ter caído do palco, Deixe-me reformular isso… “sendo sufocada no palco por duas dançarinas japonesas no Brit Awards”. Foi extremamente embaraçoso!”

>> “A coisa mais linda que eu já vi foi a minha filha Lourdes tocando ukulele e cantando ‘La Vie en Rose’ para mim.”

>> “Meu ritual de beleza secreto é colocar gelo em meus olhos todas as manhãs. Ice, ice, baby!

>> “Falando nisso, se eu estivesse presa em uma ilha deserta com Vanilla Ice ou Dennis Rodman, eu iria escolher o Dennis. Ele tem melhor senso de humor. Além disso, ele pode sempre usar as minhas roupas.”

>> “A qualidade que eu mais detesto nas pessoas é fazer suposições. Não querem fazer a pesquisa, investigar ou fazer perguntas e apenas supõem algo. Ah, isso isso me deixa louca. Eu também não suporto quando estou falando com alguém e eles estão mandando mensagens de texto. Meus filhos fazem isso toda hora! Me faz subir pelas paredes! Eu coloco minha mão em seus telefones e acabo com o que eles estão fazendo.”

>> “Eu não posso dizer qual foi meu pior encontro com um namorado, mas houve muitos. Eu sou uma mulher do mundo, baby. Um atributo inegociável em um amante: ele não deve nunca querer ficar longe de mim por mais de duas semanas de cada vez.”

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No clipe da música “Like a Virgin”

>> “Eu sofro de claustrofobia. Eu não gosto de ficar preso em espaços pequenos e fechados ou em multidões. Isso me faz ficar alucinada.”

>> “Meu dia de folga ideal é passar o dia deitada na cama, o dia todo. Dormir por algumas horas, então acordar e assistir a filmes antigos, como o meu favorito Breathless. Adoro comer na cama, quando meus filhos vêm me ver e depois eu volto a dormir. Eu nunca gosto de sair do meu quarto.”

>> “As minhas memórias favoritas de Michael Jackson foram quando eu pedia para ele baixar a guarda e relaxar. Ele era tão tímido. O dia que eu quase consegui foi quando o deixei bêbado no restaurante The Ivy, em Beverly Hills. Eu estava dirigindo minha Mercedes e o desafiei para lançar seus óculos escuros para fora da janela. Não conseguia parar de rir.”

>> Madonna possui o mesmo nome de sua mãe, que é descendente de franco-canadenses. Ela herdou o sangue italiano da família de seu pai, Sylvio Ciccone.

>> Quando estava no colegial, uma colega de Madonna a filmou “fritando” um ovo em sua própria barriga.

>> A cantora é expert em yoga. Tanto é verdade que ela conseguiu mudar a profissão de sua personagem no filme Sobrou Pra Você. Originalmente, Abbie deveria ser uma professora de natação.

>> O álbum Like a Virgin, o segundo de Madonna, tornou-se o mais vendido nos Estados Unidos em 9 de fevereiro de 1985. Esta foi a mola propulsora definitiva de sua carreira.

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Como Evita Perón no filme Evita

>> Em seu aniversário de 47 anos, Madonna caiu de um cavalo e fraturou a clavícula, uma mão e três costelas. Ela estava estreando o presente dado pelo fotógrafo Steven Klein: um chicote de couro com suas iniciais.

>> O papel de Mulher-Gato interpretado por Michelle Pfeiffer em Batman – O Retorno deveria ter sido de Madonna. A cantora acabou perdendo a oportunidade porque fez uma lista imensa de exigências para participar da produção, o que aborreceu a equipe executiva.

>> Madonna comprou os três touros que aparecem no clipe da canção “Take a Bow”, de 1994.

>> Em 1994, Madonna participou do tradicional talk show americano Late Show, apresentado por David Letterman. Desbocada, a cantora pronunciou o palavrão “fuck” 13 vezes. Diante do fato, David Letterman comentou: “Você sabe que isso será transmitido, né?”

>> Apesar de ter alcançado o primeiro lugar da lista da Billboard uma semana depois de seu lançamento, o single “American Life” causou polêmica nos Estados Unidos. A cantora chegou a ser acusada de antiamericana porque falava sobre as repercussões e horrores da guerra no novo trabalho, lançado durante o conflito entre os Estados Unidos e o Iraque, ocorrido em 2003. Por causa disso, ela teve que reeditar o clipe da música às pressas. Ela também rebateu as críticas sobre seu posicionamento contrário à guerra dizendo: “Não sou anti-Bush, sou pró-paz”.

>> Madonna possui uma fortuna estimada em 400 milhões de dólares. Mesmo assim, precisou pedir dinheiro emprestado para pagar um sanduíche um dia. Ela estava em uma lanchonete em Londres, com os dois filhos e o então marido Guy Ritchie, quando percebeu que havia esquecido a carteira em casa. As moedas guardadas no bolso não eram suficientes para pagar a conta de 5,25 libras (cerca de 15 reais). O jeito foi apelar para duas jovens que comiam na mesa ao lado. As irmãs Mimi e Titi Negussie, que deram à cantora 2 libras (cerca de 5 reais), foram recompensadas com um cheque e um CD autografado.

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Look da turnê Virgin

>> O maior sonho da cantora pop, desde a infância, era ser bailarina. Ela, então, convenceu o pai a deixar que tivesse aulas e foi persuadida por Christopher Flynn, seu professor, para trilhar uma carreira na dança. Algum tempo depois, abandonou a faculdade e mudou-se para Nova York.

>> Conta-se que Madonna chegou a Nova York com apenas 25 dólares no bolso. Lá trabalhou como garçonete e faxineira no Dunkin’ Donuts e em outros estabelecimentos.

>> Madonna começou a trabalhar como dançarina de apoio para outros artistas consagrados. Envolveu-se romanticamente com o músico Dan Gilroy e, juntos, formaram sua primeira banda de rock, a Breakfast Club, na qual ela cantava, tocava bateria e guitarra.

>> Pouco tempo depois ela deixou a Breakfast Club e, junto de seu novo namorado, Stephen Bray, criou a Emmy. Porém, por causa de dificuldades financeiras, aceitou fazer hacking vocals para o cantor alemão Otto Von Wernherr. Assim, sua música impressionou o DJ e produtor Mark Kamins, que arranjou um encontro entre ela e o fundador da Sire Records, gravadora com quem assinou seu primeiro contrato.

>> Seu primeiro álbum foi lançado em 1983. Antes disso, ela já fazia sucesso com a música “Everybody”. O trabalho vendeu mais de dez milhões de cópias e alcançou o primeiro lugar das paradas de diversos países.

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No clipe da música “Material Girl”

>> Todo seu universo de início de carreira foi criado pela estilista e designer de joias Maripol e o olhar consistiu em tons de renda, saias sobre calças capri, meia arrastão, com joias de crucifixo, pulseiras e cabelos descoloridos.

>> Madonna é a cantora que mais acumulou prêmios na história da música. Já superaram a marca da terceira centena.

>> O clipe de “Material Girl” foi inspirado em uma cena do filme Os Homens Preferem as Loiras (1953), estrelado por Marilyn Monroe.

>> Madonna estreou como atriz no cinema com o filme Procura-se Susan Desesperadamente (1985) e também foi casada com o também ator Sean Penn. Entre os outros que participou estão Surpresa em Xangai, Quem é Essa Garota?, Dick Tracy, Uma Equipe Muito Especial e Evita – todos estes rodados e exibidos em um intervalo de apenas onze anos desde o primeiro. Ao todo, ela soma participação em vinte longa-metragens.

>> O papel de Evita Perón no musical Evita rendeu-lhe o Globo de Ouro, uma das mais importantes premiações do cinema.

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Duas páginas do livro Sex

>> Em 1992, Madonna lançou um livro de fotografias chamado Sex, no qual ela aparece nua em cenas de sadomasoquismo, voyeurismo e lesbianismo. A obra causou escândalo no mundo todo e ajudou a carreira da cantor: sua primeira edição esgotou em 48h. Em várias cidades do Brasil, pouqíssimas cópias importadas eram disputadas a tapa e folheadas por fãs curiosos em noites especiais promovidas em casas noturnas. No mesmo ano, Madonna lançou o disco Erotica, também com forte apelo sexual.

>> Além de cantora, dançarina e musa de várias gerações LGBT, Madonna também é escritora. Ela escreveu cinco livros. O primeiro foi um conto infantil chamado As Rosas Inglesas.

>> O filme Corpo em Evidência (1993), em que Willem Dafoe divide cenas quentes com Willem Dafoe, fez Madonna passar por um treinamento com uma dominatrix de verdade. A cena lendária da cera de vela foi improvisada.

>> O clipe de “Like a Prayer” é um dos mais polêmicos da cantor: cheio de imagens religiosas e sexualidade, que Madonna jura terem sido ideias da diretora Mary Lambert. O vídeo chegou a ser censurado pelo Vaticano.

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No clipe da música “Like a Prayer”

>> As cenas de “Justify My Love” foram consideradas quente demais até para a liberal MTV norte-americana, que não o exibiu. O mesmo aconteceria uma década depois, com o vídeo de “What It Feels Like For a Girl”, dirigido pelo então marido Guy Ritchie.

>> Já no caso do pesadíssimo “Erotica”, a MTV não quis tirar o clipe do ar por conta do enorme sucesso da artista na época. Entretanto, só o exibia após a meia-noite.

>> Madonna perdeu a virgindade aos 15 anos. Com a mesma idade teve sua primeira experiência homossexual.

>> Ela tem 1,64m de altura.

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No clipe da música “Justify My Love”

>> Também é diretora de cinema. Dirigiu em 2008 o longa Sujos e Sábios e em 2011 WE: O Romance do Século. Assinou também o roteiro deste último. WE foi indicado ao Oscar de melhor figurino em 2012.

>> Diz-se que WE perdeu a indicação na categoria de melhor canção (“Masterpiece”) porque Madonna não sabia da cláusula que obrigava a música a tocar durante o filme ou ser a primeira nos créditos finais. Mas a faixa concorreu na mesma categoria no Globo de Ouro. E venceu.

>> Madonna tem outras cinco indicações ao Globo de Ouro de melhor canção: “Die Another Day (007  Um Novo Dia Para Morrer), “Beautiful Stranger” (Austin Powers: O Espião Bond Cama), “I’ll Remember” (Com Mérito), “This Used To Be My Playground” (Uma Equipe Muito Especial) e “Who’s That Girl” (Quem é Essa Garota?).

>> Ela tem doze indicações ao Framboesa de Ouro, o prêmio dos piores do cinema. Destas, “venceu” sete vezes, entre elas como pior atriz por Destino Insólito (empatada com Britney Spears em Amigas Para Sempre), pior atriz por Sobrou Pra Você, pior atriz do século em 2000 e pior atriz por Quem é Essa Garota?.

>> Acessórios inusitados como uma cama no meio do palco e o famoso corselet de seios cônicos desenhado pelo estilista Jean Paul Gaultier para a turnê Blonde Ambition contribuíram para que os shows dela nos anos 1980 e 1990 reforçassem a liberdade de expressão e até mesmo o debate feminista.

>> Madonna possui treze álbuns de estúdio, três discos ao vivo, três discos de remix e seis compilações.

>> A cantor e atriz é prima distante de Gwen Stefani, ex-vocalista do No Doubt.

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Corselet criado por Jean Paul Gaultier para a turnê Blonde Ambition

Music

Arquivo MB: Madonna – As 25+

As 25 melhores músicas dos 60 anos de vida da maior estrela da música pop mundial

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Textos de Abonico R. Smith (abertura) e Humberto Slowik (músicas)

Foto: Reprodução

Em 16 de agosto de 2018, Madonna Louise Verônica Ciccone comemora 60 anos de vida na condição de maior popstar do planeta. Em 35 anos de trajetória como cantora e atriz, ela soube construir uma trajetória inquestionável no quesito popularidade e diversidade. Pense em uma estrela de maior grandeza na música pop mundial do Madonna. Simplesmente não há, ainda mais depois da partida de gente como David Bowie, Prince e Michael Jackson.

Sem necessariamente fazer rock’n’roll na forma mas certamente tendo muito dele no espírito, Madonna cresceu junto à geração 1980. No começo da década mais festejada dos últimos tempos, ela era apenas uma jovem dançarina e aspirante a cantora vinda do Norte americano tentando a sorte nos palcos e noites de megametrópole Nova York. Por conviver com muita gente ligada a varias correntes e expressões artísticas, acabou direcionando sua carreira para uma confluência de todas elas. No terreno musical, apesar de intimamente ligada à variedade de batidas e subgêneros que fazem decolar toda e qualquer pista de dança, Nos anos seguintes, dissociar seu nome de cinema, moda, dança e até mesmo literatura também tornou-se tarefa impossível. E mais: recorrendo a diversos recursos de simbolismos religiosos, sexuais e comportamentais cutucou feridas na sociedade mundial. Especialmente a norte-americana, que tornou-se ainda mais conservadora simultaneamente à trajetória vitoriosa da artista.

Se Madonna é fruto direto dos anos 1980, também não há como desvincular a cantora da própria história dos videoclipes e de sua emissora mundial número um, a MTV. Ela pertenceu à geração de bandas e cantores que deslocou o centro das atenções da carreira do som à imagem. Toda e qualquer música sua, de maior ou menor sucesso radiofônico, não foi executada tão somente por méritos artísticos. Trabalhando sempre com diretores talentosos e cultuados no mundo publicitário e da moda (vários vindos da fotografia, aliás), associou as letras e arranjos às pequenas historinhas contadas para a tela da televisão. Interpretando personagens provocativos – que com certeza contiveram muito de suas várias facetas – conseguiu despertar polêmicas, provocar reações contrárias de setores sociais mais retrógrados, tornou-se celebridade em todo canto do planeta e alcançou em turnês, vendas de discos e execuções de rádio e teledifusão invejáveis. Uma década atrás, até se deu ao luxo de virar deixar para trás todo o passado profissional de quase um quarto de século como contratada da gravadora que lhe proporcionou ser o que é hoje. Por mais que a Live Nation tenha se tornado uma corporação do ramo do entretenimento nestes dez últimos anos, ela gerencia basicamente as turns mundiais de Madonna, tendo coparticipação nos lançamentos fonográficos dela. Coisa que qualquer outra grande empresa também poderia fazer, sem interferir no processo criativo ou obrigá-la a criar desta maneira ou agir de determinada forma na promoção das novas obras.

Outro grande mérito de Madonna foi ter formado durante estes 35 anos de carreira um grande séqüito de seguidores. São mais do que fãs. Gente que sabe tudo a seu respeito, acompanha cada novidade, coleciona itens diversos em casa, segue fielmente cada passo seu e chega até a promover festas de parabéns na noite de seu aniversário. Seu público maior está entre as mulheres (a ascensão da cantora e vários dos versos cantados por ela reforçam um lado vitorioso da reivindiação do poder feminino) e os gays(que sempre serviram, simultaneamente, de inspiração e alvo para muitas de suas estratégias no tocante a referências e atitude). Toda esta veneração e fidelidade com certeza se transformaram em um ativo muito grande nestes tempos digitais em que a velocidade de informação é tão voraz que as mudanças contínuas se tornaram necessárias e implacáveis. E, é sempre bom lembrar, foi Madonna quem abriu o caminho para discípulas como Britney Spears, Katy Perry, Lady Gaga, Rihanna e Beyoncé – apenas para citar cinco grandes exemplos.

Para celebrar os 50 anos de vida de Madonna, o MONDO BACANA optou por algo diferente em 2018. Resolvemos não contar a sua vida e carreira ou ficar chovendo molhado falando disso ou daquilo que as pessoas estão cansadas de saber – e quem não sabe acaba achando através do Google. Em vez disso, listamos as 25 melhores e mais significativas músicas de seus 25 anos de carreira. O universo de sucessos dela é extenso e ultrapassa a marca das cinco dezenas. Com certeza, a falta desta ou daquela música poderá ser sentida por algum fã – especialmente hits iniciais bastante populares como “Material Girl”, “Into The Groove”, “Lucky Star” ou “Holiday” – todos cortados da seleção final. Contudo, não é qualquer artista que pode se dar ao luxo de, em uma proposta como esta, ter canções arrasadoras como “Like a Prayer” apenas na 12ª posição ou “Like a Virgin” logo em seguida do Top 5.

Com vocês, o melhor da cinqüentona Madonna. A repubicação deste texto abaixo também é uma homenagem do MONDO BACANA a seu autor, Humberto Slowik, um dos maiores fãs desde o inicio da carreira da cantora e jornalista que deixou este plano espiritual em 2011. (ARS)

25 – Give It 2 Me (2008)

Um dos melhores momentos do mais recente álbum Hard Candy (e da parceria com o produtor Pharrell Williams) foi mal das pernas nos chartsamericanos, não passando da 57ª posição na Billboard. Deve ser um dos pontos altos da nova turnê Sticky & Sweet, por conta da energia bem eightie e do beat acelerado. Criticado por fãs, o videoclipe foi dirigido pelo fotógrafo Tom Munro e gravado durante o ensaio fotográfico que a revista de moda Elle publicou em várias edições ao redor do planeta.

24 – Love Profusion (2003)

Música bonitinha, meiga. O momento doce de American Life, álbum de carreira que menos vendeu. Com letras simples e mistura de sons eletrônicos com violões, a canção fez sucesso em alguns países, apesar do péssimo desempenho nos EUA. O clipe também era bem meia-boca, dirigido pelo cineasta francês Luc Besson – também responsaével pelo comercial de TV da marca de cosméticos Estée Lauder, do qual a canção era tema.

23 – Rain (1994)


Último single de Erotica, esta balada encorpada sobreviveu ao tempo e deve figurar no set listda Sticky & Sweet Tour, possivelmente em um dos vídeos produzidos como intervalo entre um bloco do show e outro. A canção também é dona de um dos mais belos vídeos da carreira de Madonna. Dirigido por Mark Romanek, o clipe mostra a cantora linda em looks da estilista japonesa Rei Kawakubo, cabelos curtíssimos e pretos, descansando em mobiliário desenhado por Philippe Starck. Foi rodado totalmente em preto-e-branco e posteriormente colorizado em tons de azul. Participa dele o celebrado compositor japonês Riuychi Sakamoto.

22 – Beautiful Stranger (1999)

Das canções mais divertidas de Madonna. Foi tema do segundo filme da série cinematográfica Austin Powers, estrelada pelo comediante Mike Myers. O produtor William Orbit revelou que não levou mais do que uma tarde concebendo as bases musicais do hit, que ganhou o Grammy de Canção Escrita para um Filme e foi indicada ao Globo de Ouro de Melhor Canção (umas das cinco que Madonna já recebeu nesta categoria). Dizem as más línguas que a faixa só não foi indicada ao Oscar por conta do relacionamento espinhoso que a popstar sempre teve com Hollywood.

21 – Take a Bow (1994)

O single de Madonna que permaneceu no topo da parada Billboard por mais tempo (foram sete semanas ao todo) representou o início do processo de limpeza da imagem da popstarapós o período de alto teor sexual dos anos anteriores. Coescrita por Babyface (produtor quente na cena r&b americana da época), a canção era meio breguinha, mas ganhou pontos pela letra bela e sofrida que traz citações de William Shakespeare (mais especificamente da peça O Mercador de Veneza). E também pelo vídeo incrível rodado em Rondo, na Espanha, todo baseado em uma história de amor impossível entre Madonna e um toureiro.

20 – Cherish (1989)

Terceiro single de Like a Prayer, a canção chegou à segunda posição da Billboard e propôs um descanso temático após polêmica de “Like a Prayer” e a sensualidade de “Express Yourself”. Doce, a música ganhou clipe em preto-e-branco rodado na praia, entre criancinhas e homens-sereia. O trabalho marcou a estreia do fotógrafo de moda Herb Ritts (1952 – 2002) como diretor de vídeos musicais.

19 – Erotica (1992)

Os fãs mais ferrenhos (principalmente os da comunidade LGBT) podem até discordar mas tratou-se de um dos poucos momentos musicalmente decentes do álbum homônimo de Madonna, mais importante pela polêmica causada do que pela música datada que o compôs. Na canção, a artista encarnou pela primeira vez Dita, seu alterego no livro Sex. Falava de prazer e dor, entre outras coisinhas. O vídeo foi registrado durante as sessões de fotos de Sex e dirigido por Fabien Baron, responsável pelo projeto gráfico do livro, pela celebrada reformulação da revista Harper’s Bazaar na década de 1990, e então recentemente estabelecido como novo editor da lendária revista Interview, criada por Andy Warhol.

18 – Open Your Heart (1986)

Outro single de Madonna a chegar ao topo da parada Billboard, foi mais importante por seu vídeo do que propriamente pela canção em si. Entre outras coisas, a primeira parceria da cantora com o francês Jean Baptiste Mondino (que, posteriormente, dirigiria os clipes de “Justify My Love”, “Human Nature”, “Love Don’t Live Here Anymore”, “Don’t Tell Me” e “Hollywood”) trazia a popstar dançando em um peepshow frequentado por homens e mulheres e beijando um garotinho adolescente.

17 – Jump (2006)

Clássico instantâneo da diva, a canção trouxe mais uma letra com mensagem positiva e ainda prestava homenagem descarada aos Pet Shop Boys. Mais popular na Europa (como todo o trabalho desenvolvido pela cantora neste início de século), ganhou clipe dirigido pelo sueco Jonas Akerlund gravado no Japão e baseado na prática urbana do Le Parkour. A peruca platinada usada pela artista também apareceu nos shows que encerraram a Confessions Tour.

16 – Frozen (1998)

Primeiro single de Ray Of Light, esta balada foi, segundo Madonna, inspirada no profundo sentimento de solidão e desamparo provocado por cenas de filmes como O Céu Que Nos Protege (1991), de Bernardo Bertolucci, e O Paciente Inglês (1996), de Anthony Minghella. Número 4 na parada Billboard, a canção ganhou vídeo de tintas surreais gravado no deserto do Mojave (EUA), sob a direção genial Chris Cunningham. Um incidente desesperou a cantora durante as gravações: o carro que transportava sua filha Lourdes Maria (então com menos de dois anos de idade) até o setde filmagens ficou perdido e incomunicável durante horas no meio do deserto.

15 – Bedtime Story (1994)

Coescrita por Björk e coproduzida por Nellee Hooper, a faixa cravou o início de flerte de Madonna com o eletrônico, que conheceria seus desdobramentos mais bem-sucedidos a partir de 1998. Repleto de referências a artistas como Frida Kahlo, Remédios Varos, Salvador Dali e Michael Radford, o clipe dirigido por Mark Romanek conquistou seu lugar como um dos clássicos da carreira da cantora. O single chegou à modesta 42ª posição na parada Billboard.

14 – Dress You Up (1984)

Número de abertura da Virgin Tour, a primeira grande turnê de Madonna, era uma das canções mais sensuais da popstar, unindo batida contagiante e uma grande dose de inocência sacana. Escrita por Andrea Larusso e Peggy Stanziale, chegou ao número 5 da parada Billboard e não era interpretada ao vivo pela cantora desde a Who’s That Girl Tour (1987), apesar de ter sido ensaiada para o bloco militar da The Re-Invention Tour (2004) e posteriormente descartada.

13 – Secret (1994)

Após os escândalos sexuais detonados entre 1990 e 1992 (que culminaram no lançamento do livro Sex), Madonna resolveu clarear sua imagem. Isso resultou em um álbum de produção mais sofisticada (Bedtime Story), do qual “Secret” foi o primeiro single. A canção que falava de pequenas buscas espirituais e redenção no amor chegou ao número 3 na parada americana e teve o clipe rodado nas ruas do Harlem, bairro nova-iorquino majoritariamente negro. Os sapatos usados no vídeo são do designer brasileiro Fernando Pires, de quem conheceu o trabalho em sua passagem pelo Brasil durante a turnê The Girlie Show, no ano anterior.

12 – Like a Prayer (1989)

Recém-divorciada de Sean Penn, Madonna lançava seu primeiro álbum abertamente confessional e que marcava o início do reconhecimento como compositora após anos de descrédito por parte da imprensa musical. Seu primeiro singlecausou polêmica por conta do clipe dirigido por Mary Lambert, no qual a cantora beijava um santo negro e dançava em frente a cruzes em chamas (referência direta à Klu Klux Klan). Teve mais: a Pepsi, com a qual Madonna havia assinado um contrato milionário e para quem gravara um comercial de TV, suspendera ambos, por medo de boicote de comunidades religiosas americanas. Mesmo assim, a canção passou três semanas no primeiro posto da parada dos EUA.

11 – Borderline (1983)

Primeiro single de Madonna a adentrar o Top 10 da parada Billboard e a primeira canção da estrela a ganhar um videoclipe decente. A história narrava o envolvimento de uma garota com um bad boy latino (por quem ela é apaixonada) e um fotógrafo que promete transformá-la em estrela – jogo temático explorado em outros vídeos da cantora. É um dos hitsantigos que são dados como certos no setda turnê Sticky & Sweet, que estréia no próximo dia 23 de agosto, em Cardiff (País de Gales), e deve passar pelo Brasil em dezembro.

10 – Human Nature (1994)

O último single retirado do álbum Bedtime Stories era um protesto de Madonna contra todas as especulações que sofrera da mídia desde que virou uma estrela de primeira grandeza. O clipe, dirigido por Jean Baptiste Mondino, trazia Madonna vestida como uma dominatrix, só que em situações irônicas. Apesar de não ter conseguido grande sucesso nos EUA (só chegou ao número 46 da Billboard), a canção acabou eleita um dos dez melhores singles de 1995 pela edição norte-americana da revista Rolling Stone.

9 – Hung Up (2006)

Com samplede “Gimme Gimme”, hit do Abba (esta foi a primeira vez em que o quarteto sueco autorizou o uso de um trecho de sua obra por outro artista), o primeiro singledo álbum Confessions on a Dance Floor marcou o retorno de Madonna ao Top 10 da parada Billboard (a música chegou ao número 7) após três anos de ausência. Gravado com locações em Los Angeles e Londres, mostra a cantora em forma exemplar e impensável após sua queda de um cavalo sofrida no dia 16 de agosto daquele ano.

8 – Justify My Love (1990)

Escrita e produzida por Lenny Kravitz, a faixa passou duas semanas no topo da parada Billboard e alimentou uma da série de polêmicas sexuais nas quais Madonna esteve envolvida na metade inicial dos anos 1990. O clipe, dirigido pelo francês Jean Baptiste Mondino e filmado em Paris, foi banido da MTV norte-americana por conta de seu conteúdo extremamente erótico, e transformou-se, então, no vídeo-singre mais vendido nos Estados Unidos. Naquela época, muito se falou das cenas de orgia pansexual nos quartos e corredores de um hotel.

7 – Live To Tell (1986)

O primeiro singledo álbum True Blue foi concebido como música-tema do filme Caminhos Violentos, estrelado pelo então marido Sean Penn. Eleita uma das 50 melhores canções do século 20 pela revista Details, a balada marca o início da busca por um caminho de produção mais sofisticada (iniciada após vários hits de pista) e marca a primeira das várias grandes mudanças de imagem executadas pela artista. Chegou ao topo da parada norte-americana.

6 – Like a Virgin (1984)

Escrita por Billy Steinberg e Tom Kelly, a faixa foi o primeiro single do álbum homônimo (o segundo da carreira) e a primeira música de Madonna a atingir o número 1 da parada Billboard – posto no qual permaneceu durante seis semanas. Concebida como uma baladinha lenta, teve o ritmo drasticamente alterado por Nile Rodgers (guitarrista do grupo disco Chic e produtor bastante requisitado nos anos 1980) quando trabalhada em estúdio. Este foi o primeiro momento de definição na carreira da cantora: a histórica apresentação ao vivo durante a primeira edição dos prêmios anuais da MTV norte-americana e depois da qual todas as adolescentes da época passaram a usar provocantes roupas pretas de renda e ostentar enormes crucifixos. O provocante e histórico videoclipe, também dirigido por Mary Lambert, foi gravado nos canais de Veneza e trazia Madonna vestida de branco (símbolo da pureza até hoje ostentado pelas noivas durante a cerimônia de casamento) e fazendo poses sensuais em uma gôndola.

5 – Everybody (1983)

Primeiro singledo álbum de estréia da cantora, esta foi uma das duas músicas da artista com crédito de autoria oficialmente apenas para ela (a outra era “I Know It”, também do mesmo disco). Clássico entre fãs, esta era uma das canções que Madonna dublava e dançava junto a bailarinos durante suas apresentações em clubes nova-iorquinos como Danceteria e Paradise Garage. “Everybody” ainda é uma das únicas obras das quais a artista autorizou simples oficiais até hoje. Foi para a canção “Greatest Hit”, da norueguesa Annie.

4 – Express Yourself (1989)

Segundo singledo álbum Like a Prayer, a música foi responsável pelo momento de abertura da Blond Ambition Tour, série de concertos que elevou Madonna do status de simples popstardos anos 80 à rainha dos performers pop no século 20. O clipe inaugurou a parceria da artista como o fotógrafo e diretor David Fischer (dos filmes Seven – Os Sete Pecados Capitais, O Quarto do Pânico, Clube da Lutae Zodíaco). Abusando da sensualidade da cantora, ele foi inspirado no clássico Metrópolis(do austríaco Fritz Lang) e foi, então, o vídeo mais caro já realizado na indústria fonográfica (custou US$ 5 milhões).

3 – Ray Of Light (1998)

Momento emblemático da parceria com o produtor britânico William Orbit, a faixa foi elaborada a partir de “Sepheryn”, chatíssima música escrita por Olive Muldoon e Dave Curtis na década de 1970 e da qual Orbit tinha os direitos. Com arranjo vocal que mostra todo o progresso alcançado por Madonna a partir das aulas de canto tomadas na preparação para o filme Evita, chegou ao número 5 nas paradas norte-americanas e foi indicada ao Grammy de Gravação do Ano. Seu videoclipe marcou o início do trabalho com Jonas Akerlund e saiu como o grande vencedor do MTV Vídeo Music Awards do ano de seu lançamento.

2 – Music (2000)

Parece piada, mas tudo aqui foi construído a partir de um único acorde. O hit escrito e produzido em parceria com produtor suíço-afegão Mirwais Ahnmadäi começou a tomar forma logo após Madonna observar a energia da plateia durante um concerto de seu amigo Sting. Outro de seus hinos, a música que celebra basicamente a sensação de liberdade e unidade de se estar em uma pista de dança chegou ao topo do Hot 100 da revista Billboard, foi também indicada ao Grammy de Gravação do Ano e é um daqueles clássicos que não podem mais faltar em qualquer apresentação ao vivo dela. O clipe foi a primeira aparição mundial do comediante Sacha Baron Cohen, que se tornaria conhecido pelo personagem Borat nos cinemas. Cohen, na pele do rapper Ali G, outra criação sua para um show televisivo, é o motorista da limousine de Madonna.

1 – Vogue (1990)

O mero detalhe do quase poderia ter mudado o posto de maior e melhor música de toda a carreira da popstar. Single de Madonna com o maior número de cópias vendidas mundo afora, a música foi concebida como um mero lado B de “Express Yourself” e quase deixou de ganhar o destaque que sempre mereceu. Com incrível vídeo em preto e branco dirigido por David Fincher, a canção abusava de referências a Hollywood como forma de ilustrar musicalmente o vogueing – dança que tomou de assalto os clubes nova-iorquinos no início dos anos 1990 e teve como expoentes principais trupes de dança como a House of Ninja. Até hoje não há como não resistir ao rap que afirma divas e divos como Greta Garbo, Marlene Dietrich, Rita Hayworth, Marlon Brando e James Dean tinham mesmo era muito estilo. Strike a pose!