Music

Arquivo MB: Prodigy – ao vivo (2011)

Liam Howlett, Keith Flinn e Maxim Reality mostraram em Curitiba o quão rock’n’roll pode ser a música eletrônica

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Texto por Abonico R. Smith

Foto: iaskara

>> Veja mais fotos deste show aqui

Inale, inale. Depois exale, exale. Você é vítima, afinal. E o Prodigy mostra que possui o veneno e também o antídoto. É assim uma apresentação ao vivo do grupo inglês que acaba de fazer a sua segunda passagem por terras brasileiras demonstrando que, após duas décadas, eles ainda têm muito o que incendiar.

O primeiro dos dois shows por aqui foi na madrugada de sexta (9 de novembro) para sábado (10), durante o evento que comemorou os dez anos da Vibe, um nightclub de música eletrônica da capital paranaense. Por falta de um local mais adequado para o show (leia-se “a Pedreira Paulo Leminski continua interditada pelo Ministério Público para eventos musicais de grande porte”), o palco para Liam Howlett, Keith Flint e Maxim Reality foi armado sob o galpão do Expotrade, um local para feiras e convenções que de vez em quando também abriga concertos. Apesar da inadequação do local para o tipo de performance (dava para ver as lâmpadas de luz fria no teto acima dos ingleses e o som estava baixo demais para a potência do trio) e do atraso de mais de uma década em relação ao auge do grupo, não teve como não se levar pela empolgação e arrastão sonoro provocado pelo set baseado no mais recente lançamento, o CD e DVD World’s On Fire, gravado ao vivo em uma grande arena londrina.

Logo de cara, Howlett e seus asseclas (os dois vocalistas mais os dois músicos de apoio – o baterista Leo Crabtree e o guitarrista Rob Holliday, que de vez em quando também segura o contrabaixo) já mostravam que não tinham vindo para dar moleza aos curitibanos. Depois da introdução, atacaram com a premiére mundial de uma música ainda inédita em disco. “A.W.O.L” é uma sigla de significado dúbio: pode ser interpratada tanto como “American Way Of Life” (estilo de vida estadunidense) como “Absent Without Official Leave” (ausente sem permissão oficial, termo criado e ainda bastante utilizado no âmbito militar). Nas mãos do Prodigy virou uma pancadaria punk, com guitarras duelando com os sintetizadores nos barulhos e nas harmonias e a bateria mais reta que um fã do Prodigy poderia ouvir de sua banda preferida. Isto é, nada dos breakbeats acelerados do hip hop, que tornaram a banda um dos estandartes do subgênero eletrônico que ficou conhecidos nos anos 1990 como big beat.

Em “A.W.O.L.”, Maxim e Keith já faziam a sua parte, pulando sem parar, ocupando todos os espaços vazios do palco e inflamando o público com berros e gritos de comando. Logo depois o jogo tornou-se ganho com o megabit “Breathe” vindo na sequência. A trinca de sucessos ainda foi complementada por “Omen” e “Poison” (um technoragga resgatado lá do início de carreira do trio e que não costuma aparecer muito nos sets da atual turnê). Pronto. Receita eficaz de como começar de maneira arrebatadora um show. A plateia estava completamente na mão, dominada por completo e sem muito tempo para respirar como Maxim manda na letra de “Breathe”.

O miolo do set foi dominado por obras mais recentes, lançadas no último álbum de estúdio (Invaders Must Die, de 2009), já lançado selo próprio do grupo. Com pegada rock bem menor e abusando dos timbres de sintetizadores e batidões perfeitos para academias de ginástica, foi o momento que mais agradou à turma do step e do spinning. Por falar nisso, enganou-se quem achou que a vinda do Prodigy a Curitiba levaria ao local o público mais rock’n’roll da cidade. Era incrível a multiplicação de marombados e piriguetes por metro quadrado, talvez a maior já vista na cidade durante este ano. Ficava até divertido ver o deslocamento de muitas destas garotas, sempre montadas na altura dos saltos e com roupas pequenas e justas para realçar seios e outras partes do corpo. O movimento das danças era completamente descoordenado da velocidade das BPMs e muitas mãos jogadas para o alto não sabiam se faziam o chifrinho do heavy metal, os dedos abertos do hang loose, as armas apontadas dos rappers ou tudo ao mesmo tempo. Teria se saído melhor quem preferisse apontar apenas o dedo médio para cima, mas, pensando bem… A atitude ROCK que sobrava no palco faltou em demasia naquela multidão pouco punk e mais sintonizada com o line up de DJs locais e estrangeiros que se estenderia até o dia clarear.

O miolo pode ter sido morno, aquecido apenas com um “Firestarter” aqui e outro “Voodoo People” ali (duas faixas dos anos 1990, a fase mais rocker do Prodigy) e uma boa versão dubsteppara “Thunder”. Contudo, o final deu uma esquentadinha com mais duas faixas extraídas de The Fat Of The Land, a obra-prima lançada pela banda em 1997). “Diesel Power” e “Smack My Bitch Up” são duas faixas com origem nos versos escritos pelo rapper Kool Keith, do grupo eightie Ultramagnetic MCs. Na última, o povo cantou em coro as duas frases que compõem a letra (“Change my pitch up/ Smack my bitch up”).

Na volta para o bis, três das quatro canções normalmente reservadas para este objetivo. Se faltou a melhor delas, “Everybody In The Place”, da época raver dos primeiros anos do Prodigy, a presença de outras duas contemporâneas (“Thier Law” e “Out Of Space” – esta, mais uma boa queda de Howlett e seu MC Reality pros lados do ragga) compensaram a barriga do set list e deram mais um gás em quem ficou até o final da performance dos dois vocalistas hiperpilhados e o cérebro musical quase sempre escondido por trás dos sintetizadores e computadores.

Set List: “Intro”, “A.W.O.L.”, “Breathe”, “Omen”, “Poison”, “Thunder (Dubstep)”, “Warrior’s Dance”, “Firestarter”, “Run With The Wolves”, “Voodoo People”, “Omen (Reprise)”, “Invaders Must Die”, “Diesel Power”, “Smack My Bitch Up”. Bis: “Take Me To The Hospital”, “Their Law”, “Out Of Space”.

>> Leia aqui a notícia sobre a morte de Keith Flint e a trajetória do Prodigy

Music

Madonna

Sessenta curiosidades para marcar o aniversário de 60 anos da cantora, atriz e principal lançadora de tendências pop desde os anos 1980

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Texto por Flávio St. Jayme (Pausa Dramática)

Fotos: Reprodução

Neste dia 16 de agosto de 2018, Madonna Louise Veronica Ciccone completa 60 anos. Chega a essa idade, profissionalmente falando, solitária: Michael Jackson e Prince, que, assim como ela, nasceram em 1958 e formaram a trinca de maiores popstars da década de 1980 (os anos dourados do videoclipe), não estão mais entre nós. E ela é mais que uma cantora, é um ícone. Na música, na moda, na polêmica, tudo em que põe a mão estoura. É considerada a rainha do pop. Lança tendências e é copiada à exaustão.

O Mondo Bacana– em parceria com site Pausa Dramática – publica 60 curiosidades sbre Madonna para celebrar os seus 60 anos. De início estão, entre aspas, 25 fatos que a própria Rainha do Pop contou sobre si mesma ao jornal Boston Herald, em entrevista publicada em 2015.

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Na apresentação durante o Met Gala 2018

>> “A minha música favorita de meu repertório é ‘Bitch, I’m Madonna’, certamente. E a que menos gosto é ‘Material Girl’. Eu nunca, jamais, quero ouvir aquilo de novo!”

>> “A minha cidade favorita é Roma. É tão linda. A luz é calma e relaxante para mim, a arquitetura é esplêndida e a comida é incrível. Eu sou totalmente apaixonada por esse lugar.”

>> “Eu não suporto cogumelos. Ou escargot. Eca! É como uma gosma. Uma gosma cara!”

>> “A pessoa que eu mais idolatro é Paul Farmer. Ele é um médico e ativista que reconstruiu o sistema de saúde no Haiti mesmo antes do terremoto de 2010. Ele fez o mesmo em Ruanda.”

>> “A última vez que fiz compras no supermercado foi há um ano.”

>> “Eu não sinto falta de absolutamente nada sobre crescer em Michigan. Absolutamente nada.”

>> “A pessoa que eu mais quero conhecer é o presidente Obama. Quando é que vou conhecê-lo? Ele só precisa me convidar para a Casa Branca. Ele provavelmente pensa que eu sou muito provocadora para estar lá. Estou falando sério. Se eu fosse um pouco mais recatada… ou se eu estivesse casada com Jay Z. Ei, se o Jay Z me levasse lá como sendo sua segunda esposa, então eu com certeza teria um convite para me encontrar com o presidente.”

>> “A única coisa que jamais eu seria pega usando é um biquíni coberto de pele de algum animal.”

>> “Os momentos mais felizes da minha vida foram quando os meus filhos nasceram e quando me casei duas vezes.” (Nota: ela foi casada com o ator Sean Penn e o cineasta Guy Ritchie)

>> “Minha parte favorita no meu corpo são meus olhos. A parte que mais detesto são meus pés de dançarina. Eles são horríveis.”

>> “Eu descobri que casamentos só duram se você não dividir o banheiro. A melhor coisa de ser solteiro é que não há ninguém para te expulsar de seu banheiro quando você quiser privacidade.”

>> “A coisa que eu menos sinto falta em ser casada é ser chamada de “a esposa’. Essa é a pior.”

>> “Meu maior prazer na comida e o que faz engordar é pizza ou batata frita. Eu amo!”

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No clipe da música “Vogue”

>> “A última vez que eu fiquei em choque foi quando Alain Delon me ligou quando eu estava em Copenhagen durante a minha última turnê. Eu estava tentando levá-lo a fazer uma aparição no palco durante um pequeno show em Paris. Eu estava tremendo porque eu o amo! Eu nunca conheci o cara e só o conhecia de filmes. Ele foi a minha paixão adolescente. Foi patético.”

>> “Eu realmente não assisto a TV. Eu só gosto de duas séries – True Detective e uma irlandesa chamada The Fall – e eu não estou envergonhada em admitir. Muitas pessoas dizem ‘The Fall com Jamie Dornan’, mas eu digo ‘The Fall com Gillian Anderson’. Ela é tão boa.”

>> “A maior ambição da minha vida que eu ainda quero cumprir é o de ficar com o Drake. Mas apenas beijá-lo.”

>> “O momento mais embaraçoso da minha vida foi eu ter caído do palco, Deixe-me reformular isso… “sendo sufocada no palco por duas dançarinas japonesas no Brit Awards”. Foi extremamente embaraçoso!”

>> “A coisa mais linda que eu já vi foi a minha filha Lourdes tocando ukulele e cantando ‘La Vie en Rose’ para mim.”

>> “Meu ritual de beleza secreto é colocar gelo em meus olhos todas as manhãs. Ice, ice, baby!

>> “Falando nisso, se eu estivesse presa em uma ilha deserta com Vanilla Ice ou Dennis Rodman, eu iria escolher o Dennis. Ele tem melhor senso de humor. Além disso, ele pode sempre usar as minhas roupas.”

>> “A qualidade que eu mais detesto nas pessoas é fazer suposições. Não querem fazer a pesquisa, investigar ou fazer perguntas e apenas supõem algo. Ah, isso isso me deixa louca. Eu também não suporto quando estou falando com alguém e eles estão mandando mensagens de texto. Meus filhos fazem isso toda hora! Me faz subir pelas paredes! Eu coloco minha mão em seus telefones e acabo com o que eles estão fazendo.”

>> “Eu não posso dizer qual foi meu pior encontro com um namorado, mas houve muitos. Eu sou uma mulher do mundo, baby. Um atributo inegociável em um amante: ele não deve nunca querer ficar longe de mim por mais de duas semanas de cada vez.”

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No clipe da música “Like a Virgin”

>> “Eu sofro de claustrofobia. Eu não gosto de ficar preso em espaços pequenos e fechados ou em multidões. Isso me faz ficar alucinada.”

>> “Meu dia de folga ideal é passar o dia deitada na cama, o dia todo. Dormir por algumas horas, então acordar e assistir a filmes antigos, como o meu favorito Breathless. Adoro comer na cama, quando meus filhos vêm me ver e depois eu volto a dormir. Eu nunca gosto de sair do meu quarto.”

>> “As minhas memórias favoritas de Michael Jackson foram quando eu pedia para ele baixar a guarda e relaxar. Ele era tão tímido. O dia que eu quase consegui foi quando o deixei bêbado no restaurante The Ivy, em Beverly Hills. Eu estava dirigindo minha Mercedes e o desafiei para lançar seus óculos escuros para fora da janela. Não conseguia parar de rir.”

>> Madonna possui o mesmo nome de sua mãe, que é descendente de franco-canadenses. Ela herdou o sangue italiano da família de seu pai, Sylvio Ciccone.

>> Quando estava no colegial, uma colega de Madonna a filmou “fritando” um ovo em sua própria barriga.

>> A cantora é expert em yoga. Tanto é verdade que ela conseguiu mudar a profissão de sua personagem no filme Sobrou Pra Você. Originalmente, Abbie deveria ser uma professora de natação.

>> O álbum Like a Virgin, o segundo de Madonna, tornou-se o mais vendido nos Estados Unidos em 9 de fevereiro de 1985. Esta foi a mola propulsora definitiva de sua carreira.

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Como Evita Perón no filme Evita

>> Em seu aniversário de 47 anos, Madonna caiu de um cavalo e fraturou a clavícula, uma mão e três costelas. Ela estava estreando o presente dado pelo fotógrafo Steven Klein: um chicote de couro com suas iniciais.

>> O papel de Mulher-Gato interpretado por Michelle Pfeiffer em Batman – O Retorno deveria ter sido de Madonna. A cantora acabou perdendo a oportunidade porque fez uma lista imensa de exigências para participar da produção, o que aborreceu a equipe executiva.

>> Madonna comprou os três touros que aparecem no clipe da canção “Take a Bow”, de 1994.

>> Em 1994, Madonna participou do tradicional talk show americano Late Show, apresentado por David Letterman. Desbocada, a cantora pronunciou o palavrão “fuck” 13 vezes. Diante do fato, David Letterman comentou: “Você sabe que isso será transmitido, né?”

>> Apesar de ter alcançado o primeiro lugar da lista da Billboard uma semana depois de seu lançamento, o single “American Life” causou polêmica nos Estados Unidos. A cantora chegou a ser acusada de antiamericana porque falava sobre as repercussões e horrores da guerra no novo trabalho, lançado durante o conflito entre os Estados Unidos e o Iraque, ocorrido em 2003. Por causa disso, ela teve que reeditar o clipe da música às pressas. Ela também rebateu as críticas sobre seu posicionamento contrário à guerra dizendo: “Não sou anti-Bush, sou pró-paz”.

>> Madonna possui uma fortuna estimada em 400 milhões de dólares. Mesmo assim, precisou pedir dinheiro emprestado para pagar um sanduíche um dia. Ela estava em uma lanchonete em Londres, com os dois filhos e o então marido Guy Ritchie, quando percebeu que havia esquecido a carteira em casa. As moedas guardadas no bolso não eram suficientes para pagar a conta de 5,25 libras (cerca de 15 reais). O jeito foi apelar para duas jovens que comiam na mesa ao lado. As irmãs Mimi e Titi Negussie, que deram à cantora 2 libras (cerca de 5 reais), foram recompensadas com um cheque e um CD autografado.

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Look da turnê Virgin

>> O maior sonho da cantora pop, desde a infância, era ser bailarina. Ela, então, convenceu o pai a deixar que tivesse aulas e foi persuadida por Christopher Flynn, seu professor, para trilhar uma carreira na dança. Algum tempo depois, abandonou a faculdade e mudou-se para Nova York.

>> Conta-se que Madonna chegou a Nova York com apenas 25 dólares no bolso. Lá trabalhou como garçonete e faxineira no Dunkin’ Donuts e em outros estabelecimentos.

>> Madonna começou a trabalhar como dançarina de apoio para outros artistas consagrados. Envolveu-se romanticamente com o músico Dan Gilroy e, juntos, formaram sua primeira banda de rock, a Breakfast Club, na qual ela cantava, tocava bateria e guitarra.

>> Pouco tempo depois ela deixou a Breakfast Club e, junto de seu novo namorado, Stephen Bray, criou a Emmy. Porém, por causa de dificuldades financeiras, aceitou fazer hacking vocals para o cantor alemão Otto Von Wernherr. Assim, sua música impressionou o DJ e produtor Mark Kamins, que arranjou um encontro entre ela e o fundador da Sire Records, gravadora com quem assinou seu primeiro contrato.

>> Seu primeiro álbum foi lançado em 1983. Antes disso, ela já fazia sucesso com a música “Everybody”. O trabalho vendeu mais de dez milhões de cópias e alcançou o primeiro lugar das paradas de diversos países.

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No clipe da música “Material Girl”

>> Todo seu universo de início de carreira foi criado pela estilista e designer de joias Maripol e o olhar consistiu em tons de renda, saias sobre calças capri, meia arrastão, com joias de crucifixo, pulseiras e cabelos descoloridos.

>> Madonna é a cantora que mais acumulou prêmios na história da música. Já superaram a marca da terceira centena.

>> O clipe de “Material Girl” foi inspirado em uma cena do filme Os Homens Preferem as Loiras (1953), estrelado por Marilyn Monroe.

>> Madonna estreou como atriz no cinema com o filme Procura-se Susan Desesperadamente (1985) e também foi casada com o também ator Sean Penn. Entre os outros que participou estão Surpresa em Xangai, Quem é Essa Garota?, Dick Tracy, Uma Equipe Muito Especial e Evita – todos estes rodados e exibidos em um intervalo de apenas onze anos desde o primeiro. Ao todo, ela soma participação em vinte longa-metragens.

>> O papel de Evita Perón no musical Evita rendeu-lhe o Globo de Ouro, uma das mais importantes premiações do cinema.

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Duas páginas do livro Sex

>> Em 1992, Madonna lançou um livro de fotografias chamado Sex, no qual ela aparece nua em cenas de sadomasoquismo, voyeurismo e lesbianismo. A obra causou escândalo no mundo todo e ajudou a carreira da cantor: sua primeira edição esgotou em 48h. Em várias cidades do Brasil, pouqíssimas cópias importadas eram disputadas a tapa e folheadas por fãs curiosos em noites especiais promovidas em casas noturnas. No mesmo ano, Madonna lançou o disco Erotica, também com forte apelo sexual.

>> Além de cantora, dançarina e musa de várias gerações LGBT, Madonna também é escritora. Ela escreveu cinco livros. O primeiro foi um conto infantil chamado As Rosas Inglesas.

>> O filme Corpo em Evidência (1993), em que Willem Dafoe divide cenas quentes com Willem Dafoe, fez Madonna passar por um treinamento com uma dominatrix de verdade. A cena lendária da cera de vela foi improvisada.

>> O clipe de “Like a Prayer” é um dos mais polêmicos da cantor: cheio de imagens religiosas e sexualidade, que Madonna jura terem sido ideias da diretora Mary Lambert. O vídeo chegou a ser censurado pelo Vaticano.

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No clipe da música “Like a Prayer”

>> As cenas de “Justify My Love” foram consideradas quente demais até para a liberal MTV norte-americana, que não o exibiu. O mesmo aconteceria uma década depois, com o vídeo de “What It Feels Like For a Girl”, dirigido pelo então marido Guy Ritchie.

>> Já no caso do pesadíssimo “Erotica”, a MTV não quis tirar o clipe do ar por conta do enorme sucesso da artista na época. Entretanto, só o exibia após a meia-noite.

>> Madonna perdeu a virgindade aos 15 anos. Com a mesma idade teve sua primeira experiência homossexual.

>> Ela tem 1,64m de altura.

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No clipe da música “Justify My Love”

>> Também é diretora de cinema. Dirigiu em 2008 o longa Sujos e Sábios e em 2011 WE: O Romance do Século. Assinou também o roteiro deste último. WE foi indicado ao Oscar de melhor figurino em 2012.

>> Diz-se que WE perdeu a indicação na categoria de melhor canção (“Masterpiece”) porque Madonna não sabia da cláusula que obrigava a música a tocar durante o filme ou ser a primeira nos créditos finais. Mas a faixa concorreu na mesma categoria no Globo de Ouro. E venceu.

>> Madonna tem outras cinco indicações ao Globo de Ouro de melhor canção: “Die Another Day (007  Um Novo Dia Para Morrer), “Beautiful Stranger” (Austin Powers: O Espião Bond Cama), “I’ll Remember” (Com Mérito), “This Used To Be My Playground” (Uma Equipe Muito Especial) e “Who’s That Girl” (Quem é Essa Garota?).

>> Ela tem doze indicações ao Framboesa de Ouro, o prêmio dos piores do cinema. Destas, “venceu” sete vezes, entre elas como pior atriz por Destino Insólito (empatada com Britney Spears em Amigas Para Sempre), pior atriz por Sobrou Pra Você, pior atriz do século em 2000 e pior atriz por Quem é Essa Garota?.

>> Acessórios inusitados como uma cama no meio do palco e o famoso corselet de seios cônicos desenhado pelo estilista Jean Paul Gaultier para a turnê Blonde Ambition contribuíram para que os shows dela nos anos 1980 e 1990 reforçassem a liberdade de expressão e até mesmo o debate feminista.

>> Madonna possui treze álbuns de estúdio, três discos ao vivo, três discos de remix e seis compilações.

>> A cantor e atriz é prima distante de Gwen Stefani, ex-vocalista do No Doubt.

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Corselet criado por Jean Paul Gaultier para a turnê Blonde Ambition

Comics

Garfield

Quarenta curiosidades para celebrar os 40 anos de publicação da primeira tira do gato mais preguiçoso do mundo

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Texto por Flavio St. Jayme (Pausa Dramática)

Foto: Reprodução

Neste ultimo dia 19 de junho de 2018, o gato mais preguiçoso e famoso do mundo completou 40 anos de publicação. Já faz quatro décadas que Garfield atormenta a vida de Jon e Odie e nos deixa a cada dia mais apaixonados por ele. Para marcar a data, aqui vão 40 curiosidades sobre a história de Garfield.

>> A primeira aparição de Garfield se deu em 19 de junho de 1978. A primeira tirinha foi publicada em 41 jornais dos Estados Unidos. No Brasil, elas só chegaram em 1985.

>> Garfield foi batizado em homenagem ao avô do cartunista, John Garfield Davis, que morreu quando Jim Davis tinha 6 anos. Segundo ele, seu avô, assim como o gato, era “ranzinza por fora”, mas tinha “um coração mole por dentro”.

>> Ele adora comer lasanha. Jim também.

>> Originalmente, as tirinhas de Garfield eram centradas no dono do gato, Jon Arbuckle. Quando levou seu trabalho às editoras querendo publicá-lo, Jim Davis foi orientado a deixar o protagonismo das histórias com o felino e assim o fez.

>> Garfield é extremamente preguiçoso e tem alergia às segundas-feiras. Segundo o gato, elas seriam melhores “se começassem mais tarde”.

>> Ele vive humilhando seu dono, Jon Arbuckle, e seu fiel companheiro, o cachorro Odie. Aliás, já declarou que os “cachorros são a forma que a natureza encontrou para nos dizer que poderíamos estar em pior situação”.

>> Jon é cartunista. Isso é dito somente na primeira tirinha de Garfield publicada.

>> A Suécia, junto com a Noruega e a Finlândia, é um dos três países nos quais Garfield foi rebatizado. Por lá, o felino é conhecido como Gustav.

>> Garfield é do signo de gêmeos — o gato comemora o seu aniversário no dia 19 de junho, data de sua estreia nos jornais. Seu criador, Jim Davis, é leonino.

>> Inicialmente publicada em 41 jornais (1978), a tira aumentou o número de periódicos que publicavam as suas histórias diárias – já eram cem em 1979 e 2,5 mil em 1995. Garfield é publicado em 111 países e lido diariamente por cerca de 260 milhões de pessoas.

>> Garfield só perde para Peanuts na quantidade de publicações mundiais.

>> O site Garfield Minus Garfield publica as tirinhas subtraindo digitalmente o gato. O resultado são histórias surpreendentemente reflexivas e melancólicas, focadas no depressivo Jon Arbuckle. Criado pelo irlandês Dan Walsh, o site tornou-se sucesso imediato e já ganhou uma versão em livro.

>> A estreia de Garfield na TV aconteceu no programa Here Comes Garfield, em 1982. Ao longo da década de 1980, os desenhos animados ganharam 3 prêmios Emmy.

>> A tira mostrando o 10º aniversário de Garfield ironiza pessoas que transformam os animais de estimação nos “donos da casa”. Também mostra um gato atuando como homem e enfrentando problemas humanos (dieta, tédio, aversão às segundas-feiras). As primeiras tirinhas também traziam um personagem recorrente chamado Lyman, que era o primeiro dono do cachorro Odie e roommate de Jon. Isso era necessário para que o humano pudesse interagir, já que o cão e o gato “só pensavam”. Aos poucos, Davis foi notando que mesmo através de pensamento era possível criar interações e acabou, por fim, excluindo Lyman das histórias.

>> Em 1980, Jim Davis redesenhou Garfield, com olhos ovais e barriga menor, dando como justificativa uma dieta forçada.

>> A tirinha tornou-se colorida em 7 de junho de 1999.

>> Em 2004 foi lançado o filme Garfield. O segundo longa-metragem, Garfield 2, chegou aos cinemas em 2006.

>> No longa de 2004, Garfield fala “Eu amo o cheiro de torta de maçã pela manhã”. A fala é uma referência ao filme Apocalipse Now!, do diretor Francis Ford Coppola, em que um soldado americano na Guerra do Vietnã fala “Eu amo o cheiro de napalm pela manhã.”

>> Entre 2007 e 2009 houve o lançamento de diversos produtos, como, respectivamente, o DVD Garfield Cai na Real, Garfield Fun Fest, a série animada O Show de Garfield e o terceiro filme, Garfield Pet Force.

>> Nos anos 1970, Jim Davis escrevia uma tirinha, Gnorm Gnat, que não tinha boa recepção. Um editor disse que as piadas eram boas, mas não dava para o público se identificar com um inseto. Davis respondeu criando outra tirinha com um gato. O motivo para escolher o animal foi a falta de tirinhas estreladas por gatos (e também ter um personagem que pudesse criar merchandising).

>> Garfield nasceu na cozinha de um restaurante italiano. Por isso gosta tanto de comida italiana, com preferência para lasanha, pizza e espaguete.

>> Nas primeiras tirinhas, Jim Davis quis manter a maior quantidade possível de características felinas no Garfield. Isso incluía, por exemplo, que ele só andasse nas quatro patas. Foi o cartunista Charles M. Schulz, o criador do Snoopy, que sugeriu a Davis que ele desenhasse patas traseiras maiores no Garfield e permitisse que ele se tornasse bípede.

>> Em 1981, Davis criou a Paws, Inc, a empresa responsável pelos direitos da tirinha e os produtos licenciados de Garfield. A empresa fica na cidade natal de Davis, Muncie, no estado de Indiana. A Paws também possui a equipe de artistas que desenha a tirinha, que é apenas escrita por Davis atualmente.

>> Em 1982, Garfield estrelou um especial de TV chamado, em português, Aí vem Garfield. Outros onze especiais foram feitos até 1991. Uma série animada, Garfield e Seus Amigos, foi produzida entre 1988 e 1995. O gato fora dublado no Brasil por Carlos Marques.

>> Nos EUA, a editora Ballantine Books lança dois livros compilando as tirinhas por ano. Em 2001, os primeiros livros começaram a ser republicados em tamanho maior e com as tirinhas em cores.

>> No Brasil, a pioneira em edição de Garfield foi a Editora Salamandra, com livros lançados a partir do fim da década de 1970. Suas impressões foram até o final da década posterior. Algumas séries como Garfield em Ação (que dividia os livros da Ballantine em dois volumes) foram reeditadas ao longo desses dois anos com novas capas.

>> Após virar livro, filme e desenho animado, Garfield tentou conquistar também os palcos. Uma versão musical de sua história estreou em 2011, em Indiana, nos Estados Unidos. Mas o sucesso dos quadrinhos não se repetiu e Garfield Live terminou sua turnê no ano seguinte, sem alcançar grandes números.

>> Garfield já foi desenhado de quatro maneiras diferentes. Mais gorda e realista, a versão original, de 1978, foi substituída após dois anos por um felino antropomórfico, que andava usando as patas traseiras. Já em 1990, um desenho parecido com o gato laranja que os fãs conhecem hoje foi lançado. Em 2000, foi a vez do Garfield atual estrear.

>> Em 1982, sete livros com tirinhas de Garfield apareceram, simultaneamente, na lista de livros mais vendidos do New York Times.

>> No mesmo ano, Garfield foi capa da revista americana People, que o elegeu como a maior celebridade americana do momento. Na ocasião, o gato aproveitou para anunciar seu primeiro programa de televisão.

>> Garfield é uma das atrações principais de dois parques de diversão nos Estados Unidos: Silverwood e Kennywood.

>> Em uma homenagem aos amigos de Garfield na história em quadrinhos, o criador Jim Davis também tem um gato, Nermal, e um cachorro, Pooky.

>> Garfield é da raça Exótico de Pelo Curto. Este nome se explica porque ela foi criada a partir da mistura das raças Persa e com o gato da raça Pelo Curto Americano. O Exótico de Pelo Curto da vida real é menos temperamental do que Garfield. É considerado amoroso e paciente, por isso é ideal para casas com crianças.

>> Já Odie é da raça beagle, a mesma do Snoopy.

>> Em 2002, Garfield entrou para o Guinness Book como a tirinha em quadrinhos com maior número de republicações em todo o mundo: nada menos do que 2.570 jornais exibiam simultaneamente os quadrinhos diários do gato folgado e preguiçoso.

>> Apesar de por aqui chamarmos de “o” Garfield, a ideia de protagonizar as tirinhas com um cão e um gato era a de não precisar especificar gênero aos personagens. Como os gatos da fazenda do avô de Davis serviram de inspiração, o cartunista conta que nunca pensou em uma idade ou gênero específicos para Garfield.

>> A marca Garfield gera, em média, 1 bilhão de dólares por ano em produtos licenciados. Filmes, séries animadas, brinquedos e tudo mais vale quando é para lucrar em cima do gatão. Porém, Jim Davis se arrepende apenas de uma autorização, que ocorreu quando criaram uma versão zumbi de Garfield. No começo ele achou que seria engraçado, mas hoje acha que isso não acrescentou em nada no desenvolvimento do seu principal personagem.

>> Nos anos 1980 e 1990, fez muito sucesso um brinquedo do Garfield com ventosas nas patas, que serviam para pendurá-lo no carro. Isso surgiu de um erro de comunicação, já que o brinquedo deveria vir com velcros, que era a moda de alguns bonecos da época. Quando o protótipo chegou, Davis resolveu grudá-lo em um vidro e esperar para ver se ele não cairia. Como funcionou, ele autorizou a produção daquele jeito.

>> Jim Carrey recusou o papel de Jon na adaptação da tira para os cinemas.

>> Inicialmente mais “pensativo”, melancólico e adulto, Garfield acabou por se tornar um personagem infantil por conta do merchandisinge do retorno financeiro. O personagem dos filmes, construído em CGI (imagem gerada por computação gráfica), pouco tem a ver com o gato dos quadrinhos.