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Sean Connery

Oito filmes para lembrar sempre o ator escocês que fez o primeiro 007 dos cinemas e morreu há alguns dias aos 90 anos de idade

Texto por Janaina Monteiro

Fotos: Divulgação (filmes) e reprodução (Sean Connery)

O primeiro James Bond a gente nunca esquece. Thomas Sean Connery, que derrotou tantos arqui-inimigos no papel do agente secreto 007, travou uma guerra fria contra um câncer no rim em 2006, quando decidiu se aposentar de vez. Nascido em berço humilde escocês, Sir Connery, nomeado cavaleiro pela rainha da Inglaterra, morreu dormindo no último dia de outubro, aos 90 anos, na propriedade à beira-mar situada na ensolarada Nassau, capital das Bahamas. Ao jornal britânico The Guardian, Michele Roquebrune, pintora francesa casada com o ator desde 1975, revelou que o marido sofria de demência.

Desde que se aposentou por conta do tratamento do câncer, seu único trabalho foi dublar a animação britânica Guardian Of The Highland (2012). Em quase 60 anos de carreira, Connery estrelou dezenas de filmes nos quais esbanjava charme e elegância à altura de seus 1,90m, além de não dispensar o sotaque escocês. Por causa da pronúncia indefectível, seja ao interpretar reis ou capitães, o ator ficou em primeiro lugar num ranking, organizado em 2003 pela revista Empire, dos piores sotaques do cinema. A vitória se deu por conta de sua personagem Jim Malone, o policial irlandês de Os Intocáveis, papel que lhe rendeu o Oscar de ator coadjuvante em 1988. 

Filho de pai católico e mãe protestante, Connery fez de tudo um pouco antes de entrar para o mundo do cinema: foi leiteiro, motorista de caminhão e modelo vivo para artistas do Colégio Real de Artes de Edimburgo. Mas foi o terceiro lugar em um concurso de Mister Universo que abriu as portas para atuar. Levado por um amigo para participar do teste de um musical, ele foi aprovado e escalado para o coro da peça.

O ator estreou no cinema nos anos 1950, com personagens pequenos, até ser convidado para fazer um vilão no filme A Maior Aventura de Tarzan, de John Guillermin, de 1959. No mesmo ano, ele foi selecionado por Walt Disney em pessoa para participar de A Lenda dos Anões Mágicos. Três anos depois, Connery estrelaria 007 Contra o Satânico Dr. No e daria vida ao lendário agente secreto do serviço de espionagem britânico (o MI6) inspirado na obra literária de Ian Fleming. As histórias de James Bond se transformaram num verdadeiro fenômeno nos Estados Unidos e eram apreciadas até pelo presidente Kennedy. O escritor, na verdade, não queria que o escocês desempenhasse o papel no cinema, por conta do porte físico e o jeitão meio rude. Foi a namorada do autor que o fez mudar de ideia: Connery, afinal, tinha sex appeal.

Dessa forma, o primeiro 007 da telona (já que na telinha, o primeiro a interpretar o agente havia sido o ator Barry Nelson, em uma adaptação de Cassino Royale em 1954) foi sendo dilapidado até se tornar o espião galã, dono de um humor cínico e irresistível e que vivia cercado de femmes fatales. Mas nem todas as críticas à estreia de Bond eram favoráveis. Segundo o jornal The New York Times, o cineasta francês François Truffaut considerou O Satânico Dr. No como o marco de um início de decadência do cinema.

Fato é que, quase sessenta anos depois da estreia nas telas, a franquia de Bond ainda está longe de chegar ao fim (mesmo após a suposta morte do agente). Com a saída de Daniel Craig depois de filmar 007 – Sem Tempo Para Morrer (com estreia mundial remarcada para abril de 2021 por conta da pandemia do coronavírus), a protagonista será uma mulher negra (e lésbica?). Resta saber se a namorada de Fleming e o próprio criador da personagem concordariam com isso.

Ao filmar com diretores reconhecidos como Alfred Hitchcock, John Huston e Sidney Lumet, Connery começou a ser respeitado como ator, até ganhar o Bafta em 1987 por O Nome da Rosa (adaptado por Jean-Jacques Annaud do livro homônimo de Umberto Eco), além do Oscar, na temporada seguinte. O sotaque e a beleza já não eram o principal. 

Para homenageá-lo, o Mondo Bacana selecionou oito filmes essenciais do ator, que será lembrado como a música-tema do filme protagonizado pelo personagem que interpretou entre 1962 e 1967, com breves retornos em 1971 e 1983. Tudo porque atores como Sean Connery são eternos como os diamantes.

007 Contra o Satânico Dr. No (1962)

Sean Connery foi escalado para a primeira missão cinematográfica do agente secreto britânico com permissão para matar. Ele tinha de investigar o assassinato de outro integrante do MI6, ocorrido na Jamaica. O antagonista Dr. No é um cientista que pretende atacar o programa espacial dos EUA. O filme, que revelou a eurostarlet Ursula Andress, inaugurou não só a tradição das bond girls como ainda começou a fazer James Bond viajar por lugares “exóticos” e “paradisíacos” mundo afora.

007 Contra Goldfinger (1964)

O terceiro Bond de Connery transformou o Aston Martin DB5 no carro mais icônico do cinema. O carro vinha equipado com uma parafernalha: lançador de óleo traseiro, cortina de fumaça, telefone, radar, escudo à prova de balas, armas. A única coisa que ele não deveria usar era o ejetor do assento. Na aventura, Bond precisa eliminar Goldfinger antes que ele destrua a reserva Fort Knox. O criador do agente secreto morreu em agosto de 1964, semanas antes da produção chegar aos cinemas.

Assassinato no Expresso Oriente (1974)

Na adaptação de Sidney Lumet do romance policial de Agatha Christie, Connery se une a um elenco de estrelas internacionais (como Ingrid Bergman, Lauren Bacall, Jacqueline Bisset, Anthony Perkins, Vanessa Redgrave e John Gielgud) e encarna o oficial militar britânico Colonel Arbuthnot. Na trama, o famoso detetive Hercule Poirot (Albert Finney) precisa descobrir quem está por trás do assassinato de um passageiro durante uma viagem de trem.

O Nome da Rosa (1986)

Connery interpreta William de Baskerville, um monge franciscano que investiga uma série de assassinatos em um remoto mosteiro italiano com a ajuda do noviço vivido por Christian Slater. Baseado na obra homônima de Umberto Eco, publicada seis anos antes, o filme retrata uma guerra ideológica travada entre os franciscanos e os dominicanos

Os Intocáveis (1987)

Trabalho que lhe rendeu o Oscar de melhor ator coadjuvante por seu papel extremamente divertido como Jim Malone, um policial irlandês-americano que arrisca o pescoço para ajudar Eliot Ness (Kevin Costner) a montar uma equipe e levar Al Capone (Robert De Niro) à justiça na Lei Seca.

Indiana Jones e a Última Cruzada (1989)

Inspirando-se no universo 007, Steven Spielberg escolheu o ator escocês para interpretar o pai do protagonista Indiana Jones. Connery e Harrison Ford mostraram aqui uma química espetacular, trazendo um tom mais suave à narrativa em comparação aos demais filmes da franquia.

A Caçada ao Outubro Vermelho (1990)

No primeiro livro de Tom Clancy adaptado para os cinemas, Connery capricha no sotaque russo para interpretar o capitão Markus Ramius, comandante do submarino cujo nome aparece no título e que entra num perigoso jogo de gato e rato com o agente da CIA Jack Ryan (Alec Baldwin). Este tem como objetivo descobrir se Markus pretende desertar para os Estados Unidos. 

A Rocha (1996)

Aqui, Connery interpreta John Patrick Mason, o único homem que conseguiu fugir da prisão de Alcatraz. Ele é designado para acabar com um esquema do general Francis X. Hummel (Ed Harris), herói na Guerra do Vietnã que pretende usar mísseis químicos para destruir a cidade de San Francisco caso uma milionária quantia de dinheiro não seja paga. Apesar de ignorado pela crítica, o longa-metragem foi sucesso de bilheteria e se tornou um dos filmes mais vistos daquele ano.

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Alan Parker

Oito filmes para lembrar para sempre a trajetória do diretor e roteirista britânico que morreu aos 76 anos de idade

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Texto por Janaina Monteiro

Fotos: Reprodução

Difícil saber qual filme de Alan Parker fez mais sucesso. O diretor e roteirista, que morreu aos 76 anos decorrente de uma “longa doença” (não informada pela família) no último dia de julho deste ano pandêmico, foi mestre em fazer um cinema comercial de qualidade e capaz de arrebatar grandes bilheterias. Saudosa época em que se formavam filas para assistir aos filmes do londrino que migrou da publicidade para o cinema na década de 1970.

Versátil, Parker transitava entre gêneros e conseguia tecer críticas ao sistema, denunciando a violência sem soar agressivo. Alcançou o estrelato com O Expresso da Meia-Noite (1978). O drama, com roteiro assinado por Oliver Stone, foi inspirado em fatos reais. A história do jovem americano preso por tráfico de drogas na Turquia rendeu-lhe a primeira indicação ao Oscar. A segunda foi por Mississipi em Chamas (1988), com Willem Dafoe, Gene Hackman, Frances McDormand, sobre violência racial que marcou (e ainda persiste) nos EUA dos anos 1960.

Mas foi o flerte com a cultura pop que fez Parker alcançar popularidade. Seus musicais marcaram duas décadas seguintes, época em que os jovens passavam a consumir videoclipes com o advento da MTV. Assinou a direção de Fama (1980), Pink Floyd – The Wall (1982), The Commitments – Loucos pela Fama (1991) e o longa Evita (1996), protagonizado pela diva pop Madonna.

Parker respirava e transpirava cinema. Gostava de estar na frente e atrás das câmeras. Atuou em alguns de seus filmes (como em The Commitments), escreveu o livro que deu origem ao roteiro de Quando as Metralhadoras Cospem (1976) e ainda compôs parte de algumas trilhas sonoras. Em 2015, Parker anunciou sua aposentadoria, após ver seus filmes arrebatarem dez estatuetas do Oscar e quinze Baftas.

O Mondo Bacana faz uma homenagem ao cineasta britânico, lembrando oito filmes que marcaram sua trajetória na sétima arte.

Quando as Metralhadoras Cospem (1976)

A estreia de Parker no cinema veio com um inusitado filme que certamente seria proibido hoje por ter atores mirins no papel de gângsteres. Parker se inspirou na própria rotina para criar o musical Bugsy Malone (seu título original), uma vez que atuava com publicidade e vivia cercado de crianças, seja nos comerciais pra TV ou em casa, já que tinha quatro filhos pequenos na época. Ambientada na Nova York de 1929, ano do crash da bolsa de valores de Wall Street, a obra talvez seja uma das mais subestimadas dele. No elenco, estavam a talentosa iniciante (e futura diretora) Jodie Foster, que no mesmo ano também fez o clássico Taxi Driver, e ainda Dexter Fletcher, o futuro diretor de Rocketman e Bohemian Rhapsody.

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O Expresso da Meia-Noite (1978)

O trabalho seguinte de Parker já mostrava uma veia mais eclética e densa, deixando clara a sua intenção de não se prender a estilos. Midnight Express é um drama sombrio baseado na história real do norte-americano Billy Hayes (Brad Davis), estudante que é preso na Turquia por contrabando de haxixe. O longa escancarou a violência no sistema prisional de países de fora do primeiro mundo e traz uma das cenas mais parodiadas na história do cinema: aquela em que um vidro separa a personagem de John Hurt e sua amada.

Fama (1980)

Musical que abriu a década de 1980 e se transformou em febre entre os jovens, tendo conquistado o Oscar de Trilha Sonora e Canção Original, categoria que também rendeu um Globo de Ouro. Fame revelou a atriz e cantora Irene Cara, que interpreta a música-tema e três anos depois triplicou sua fama ao estrelar Flashdance. O musical traz a história de oito adolescentes que pleiteiam uma vaga na New York’s High School of Performing Arts e virou fenômeno entre os primeiros millennials. Todo mundo passou a copiar o figurino de Irene, principalmente usando as tais polainas. Curiosidade: nomes como Madonna, Tom Cruise, Patrick Swayze e Michelle Pfeiffer não foram aprovados nas audições para participar do elenco. Depois este filme foi adaptado para uma série de televisão e chegou a ganhar um remake em 2009. O nostálgico videoclipe da música-tema, com o elenco dançando nas ruas de Nova York, está disponível no YouTube.

Pink Floyd – The Wall (1982)

Esta é a versão cinematográfica do clássico álbum do quarteto inglês e trouxe a grande influência dos videoclipes seguindo a estética inicial da MTV. Roger Waters escreveu o roteiro com tons autobiográficos. O musical (parte feita em animação assinada por Gerald Scarfe) conta a história de Pink, interpretado por nada menos que Bob Geldof (cantor e compositor irlandês e que anos depois seria o idealizador do festival Live Aid). Ele interpreta um roqueiro deprê e viciado em drogas que perdeu o pai na Segunda Guerra Mundial. The Wall fez um grande sucesso e teve, de fato, cenas transformadas em videoclipes. No entanto, o longa revelou-se um experiência desgastante e acabou minando a relação entre o cineasta, Waters e Scalfe.

Coração Satânico (1987)

Adaptação do romance de William Hjortsberg, Angel Heart se transformou em obra cult ao misturar terror com policial noir bem ao molde de Stephen King, que, por sinal, tece elogios ao livro. A história se passa em Nova York, em 1955. Louis Cyphre (Robert De Niro) contrata o detetive Harry Angel (Mickey Rourke) para encontrar um cantor desaparecido no pós-guerra. Recentemente, o título foi relançado no Brasil pela DarkSide Books.

Mississipi em Chamas (1988)

Este é um filme que infelizmente soa atemporal por tratar de questões ainda não resolvidas pela sociedade como a segregação e preconceito racial. Rupert Anderson (Gene Hackman) e Alan Ward (Willem Dafoe) interpretam em Mississipi Burning dois agentes do FBI que investigam o desaparecimento de militantes dos direitos civis em meados dos anos 1960. A atriz Frances McDormand foi revelada neste trabalho e Parker, por ele, indicado ao Oscar de melhor diretor.

The Commitments – Loucos pela Fama (1991)

Parker retornou aos musicais com esta história baseada no romance de Roddy Doyle sobre músicos amadores de Dublin que se reúnem para formar um grupo para tocar soul music. O sucesso foi tão grande, que o filme não só levou quatro prêmios Bafta em 1992 como a própria banda ganhou vida fora das telas, fazendo turnês mundo afora. A trilha sonora de The Commitments vendeu mais de 15 milhões de cópias e é considerada um marco dos anos 1990, trazendo clássicos do soul como “Mustang Sally”, “Take Me To The River”, “The Dark End Of The Street”, “In The Midnight Hour” e “Try A Little Tenderness”.

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Evita (1996)

Se Madonna foi descartada em Fame, aqui ela tornou-se a estrela principal no papel da primeira-dama Eva Perón. O filme arrebatou vários prêmios, como os Globos de Ouro de musical, canção original (“You Must Love Me”) e atriz para Madonna. A música também levou o Oscar. Baseado na ópera-rock homônima de Andrew Lloyd Webber e Tim Rice, arrecadou mais de 140 milhões de dólares de bilheteria. Na esteira do sucesso, porém, vieram polêmicas e problemas diplomáticos, como protestos do povo argentino, que não aprovou Madonna no papel de um verdadeiro mito, além do fato de terem transformado um drama político e uma tragédia pessoal num musical. Peronistas chegaram a pichar muros com “Fora Madonna”. Também estão no elenco o espanhol Antonio Banderas (Che) e Jonathan Pryce (Juan Domingo Perón).

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Missão: Impossível – Efeito Fallout

Sexto longa da franquia em que o próprio Tom Cruise estrela as cenas de ação dá indícios de que este pode ser o último episódio

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Texto por Luís Gulherme Rodrigues

Foto: Paramount/Divulgação

Missão Impossível – Efeito Fallout (Mission: Impossible – Fallout, EUA, 2018 – Paramount) estreou nos cinemas no final de julho celebrando mais uma vez a união entre odiretor Christopher McQuarrie, o produtor JJ Abrams (Cloverfield, Lost, Westworld, Star Trek, Star Wars) e seu eterno protagonista Tom Cruise (hoje com 56 anos de idade, ainda com aquela pinta de galã que fez decolar sua carreira no cinema mas sem a mesma popularidade de outrora). A parceria já dura doze anos e vem desde 2006, quando Abrahams foi convocado por Cruise para reavivar a série cinematográfica (dirigindo e escrevendo o roteiro), então em seu terceiro longa-metragem. Agora, com ao recém-chegado sexto episódio, as coisas só melhoram. Por isso, o MONDO BACANA lista seis motivos para você entender o porquê deste ser o melhor filme da franquia.

Duas horas e 27 minutos de ação

O novo Missão: Impossível é o mais longo de toda a série nos cinemas. Uma duração bem incomum para um filme de ação. No caso de Efeito Fallout, a montagem eficiente proporciona um ritmo frenético que não cansa o espectador. Faz o público grudar no assento e se esquecer do Whatsapp por duas horas e meia. Uma atitude heroica.

Tom Cruise, o destemido

Não é novidade que o astro dispensa o uso de dublês nas cenas de perigo. As cenas ganham planos mais próximos e longos, sem aqueles recursos de edição para mascarar a presença de alguém nada parecido com o ator. Mas é admirável ver um sujeito quase chegando aos 60 ainda com muita disposição para arriscar a vida em cenas extremamente realistas. Cruise chegou a quebrar o tornozelo enquanto pulava de um prédio para o outro numa perseguição pelos telhados de Londres, mas continuou correndo como se nada tivesse acontecido. Detalhe: o exato momento do acidente entrou no corte final do filme. E essa nem é a cena mais impressionante…

O melhor deixado para o final

Entre as oito grandes sequências de ação de Efeito Fallout, a última delas é a menos indicada para cardíacos. Não dá pra contar muito sem dar algum spoiler. Mas se esta for a última missão do agente Ethan Hunt, será uma aposentadoria em grande estilo.

Easter eggs

Outro indicativo de que Efeito Fallout pode ser a última produção da franquia é a quantidade de referências aos filmes anteriores. Desde cenas parecidas até o retorno de antigos personagens, cada Missão: Impossível do cinema recebe uma homenagem. Uma retrospectiva de tudo o que a série já produziu de espetacular, empacotada num combo arrebatador.

Em time que ganha não se mexe

Brian de Palma, John Woo, JJ Abrams, Brad Bird e Christopher McQuarrie. Nessa lista de diretores que já passaram por Missão: Impossível, o último nome é o menos conhecido do grande público. McQuarrie tem mais experiência como roteirista. Sua primeira colaboração com Tom Cruise foi escrevendo o roteiro de Operação Valquíria. Mas foi na direção ousada e competente de Jack Reacher: O Último Tiro (apenas seu segundo trabalho na função) que ele conquistou a confiança do ator. Cruise não pensou duas vezes em convidá-lo para dirigir o filme anterior da franquia, Nação Secreta, e repetir a dose neste novo episódio.

Este vídeo

Meia hora dos bastidores de Efeito Fallout. Se ainda existe alguma dúvida de que Tom Cruise não usa dublês – ou de sua dedicação em entregar uma obra de ação extraordinária – assista a isso depois do filme.