Music

Cazuza

Um olhar com o distanciamento do tempo sobre o cantor e compositor que morria há trinta anos e deixava marcas profundas na música brasileira

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Texto por Henrique Crespo

Fotos: Reprodução

E completam-se 30 anos sem Cazuza. Foi em 1990, numa manhã de sábado, no dia 7 de julho, que Agenor de Miranda Araújo Neto foi atropelado pelo trem da morte. O trem que cantou com voz falhando, em “Cobaias de Deus”, faixa de Burguesia, o álbum-despedida.  Lucinha Araújo, sua mãe, conta no livro Cazuza – Só as Mães São Felizes(escrito em parceria com a jornalista Regina Echeverria e publicado pela Editora Globo), que, na véspera, o filho a chamou com um fiapo de voz: “Mamãe, estou morrendo…”. Ela reagiu, indignada, dizendo para ele que não devia falar essas coisas. “Porra, mãe, eu tô morrendo é de fome. O que tem para rangar?”, o filho retrucou. Uma cena com a cara dele.

Caso a gente embarque nos exercícios especulativos sobre a possível vida presente de um artista que já morreu, como imaginar Cazuza nos dias de hoje? Difícil cravar o que diria ou como se posicionaria. Afinal, era um cara completamente imprevisível. Mas dá para apostar que aquela figura inquieta não caberia no Brasil atual.

O jovem tipicamente carioca, nascido e criado na zona sul, parte privilegiada da cidade partida, encontrou e se encontrou na música. A essa altura, todo mundo conhece a história que conta que Léo Jaime apresentou o amigo como candidato a vocalista da vaga que antes lhe fora oferecida, no recém-formado Barão Vermelho. Iniciava ali uma trajetória artística curta (de 1981 a 1990), mas impossível de ignorar. Algo como um fenômeno da natureza que passa causando efeito e deixando memória.

Cantor de voz rascante e bluesy, performer de formação teatral – e, no meio disso, o que se impunha, era sua verve letrista. Gravadas com o Barão, na carreira solo e por outros artistas. Deixou pouco mais de uma centena de registros, sem contar os vários poemas que ainda estão no baú e, quem sabe, ainda se transformarão em novas canções. Essas criações, na grande maioria em parceria com outros compositores, estão todas publicadas no livro compilação Preciso Dizer que te Amo (tamém assinado por Lucinha e Regina Echeverria, também editado pela Globo). Uma obra nem tão numerosa e nem tão pouca, porém de tamanho imensurável.

Um jogo divertido ao se embrenhar nela é pescar alguns versos e isolá-los. Funcionam como frases de impacto. É possível imaginá-las em camisetas, em postagens de rede sociais, até em cartazes de manifestações. Alguns deles parecem conter um livro inteiro de significados e reflexões. Tudo sem nunca deixar de soar como algo possivelmente dito numa mesa de bar. “Eu quero a sorte de um amor tranquilo/ Com sabor de fruta mordida/ Nós na batida no embalo da rede/ Matando a sede na saliva” (“Todo Amor que Houver Nessa Vida”, de Cazuza e Frejat); “Mais uma dose?/ É claro que eu estou a fim/ A noite nunca tem fim/ Por quê que a gente é assim?” (“Por que a Gente é Assim?”, de Cazuza, Frejat e Ezequiel Neves); “Nadando contra a corrente/ Só pra exercitar/ Todo o músculo que sente” (“Por Dia Nascer Feliz”, de Cazuza e Frejat); e “Raspas e restos/ Me interessam/ Pequenas poções de ilusão/ Mentiras sinceras me interessam” (“Maior Abandonado”, de Cazuza e Frejat), algumas entre tantas da época do Barão Vermelho, ilustram isso. Também da fase solo dá para pinçar trechos quase que aleatoriamente. “Não escondam suas crianças/ Nem chamem o síndico/ Nem chamem a polícia/ Nem chamem o hospício, não/ Eu não posso causar mal nenhum/ A não ser a mim mesmo” (“Mal Nenhum”, de Cazuza e Lobão); “As possibilidades de felicidade/ São egoístas, meu amor/ Viver a liberdade, amar de verdade/ Só se for a dois” (“Só se For a Dois”, de Cazuza e Rogério Meanda); “Meus heróis morreram de overdose/ Meus inimigos estão no poder/ Ideologia/ Eu quero uma pra viver” (“Ideologia”, de Cazuza e Frejat); “Vamos pedir piedade/ Senhor, piedade!/ Pra essa gente careta e covarde/ Vamos pedir piedade/ Senhor, piedade!/ Lhes dê grandeza e um pouco de coragem” (“Blues da Piedade”, de Cazuza e Frejat); e “Brasil mostra tua cara/ Quero ver quem paga pra agente ficar assim/ Brasil, qual o teu negócio?/ O nome do teu sócio?/ Confia em mim” (“Brasil”, de Cazuza, George Israel e Nilo Romero) são outros. E paramos por aqui porque a lista é grande.

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Foi no final de julho de 1985, na porta da gravadora Som Livre, pouco antes do Barão assinar o contrato para o quarto disco, que Cazuza comunicou sua saída. O filho único de João e Lucinha Araújo não parecia mais disposto a dividir atenção com uma banda e caiu fora, justamente quando o quinteto tinha virado um grande sucesso nacional. Maior Abandonado, o terceiro álbum deles, já estava com 100 mil cópias vendidas, quando o vocalista anunciou que estava fora. Mais uma cena com a cara dele.

Começava, então, o que podemos identificar como segunda fase da carreira de Caju (apelido que ganhara dos amigos). No mesmo ano da separação, lançou Exagerado, álbum que registrou três composições que – segundo o livro BRock – O Rock Brasileiro dos Anos 80, de Arthur Dapieve (Editora 34) – seriam gravadas no novo do Barão, caso tivessem seguindo o plano original. São elas “Boa Vida”, “Só as Mães São Felizes” e “Rock da Descerebração”, todas assinadas ao lado de Frejat – parceria esta que, desde o início, rendeu vários hits e clássicos e ainda iria se estender por toda a carreira do Cazuza. O álbum que lançou em 1987, Só se For a Dois, é uma espécie de continuação do primeiro solo. Ou seja, discos que ainda não definem com precisão o lugar do cantor e compositor no cenário da música brasileira. Claro que já deixavam explícito que o cara, mesmo solo – nunca sozinho, pois estabeleceu parcerias criativamente produtivas – estava acima da média. Os dois trabalhos renderam sucessos nacionais, momentos brilhantes e um repertório que ganhou versões e regravações de outros artistas. Por outro lado, ficam no meio do caminho entre deixar ou não o rock’n’roll pra trás.

Com Ideologia, Caju achou seu lugar, ou melhor, criou o seu lugar. O álbum de 1988 fincava a obra de Cazuza no cenário artístico brasileiro. É discoteca básica, é o clássico, o disco que achou o som do artista. Aquele que usa o rock com a conveniência maquiavélica, mas em essência é totalmente desprendido dessa fronteira. Não se faz nele um rock que se mistura à música brasileira, movimento que se anunciava nesse fim dos 80, mas sim uma MPB com linguagem pop que sabe fazer uso estratégico do rock. Sem falar no discurso, que é oportuno e afinado com o tempo. Gerou mais hits e clássicos.

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O disco ao vivo, lançado em 1989, é, provavelmente, a necessidade dele de sublinhar esse lugar. De brinde luxuoso, uma inédita. “O Tempo Não Pára”, canção que dá nome ao álbum e parceria de Cazuza com Arnaldo Brandão, é um torpedo certeiro, que pega a ideia de que a História se repete e manda um recado contundente, com reflexão nada leve sobre a vida. Uma música cheia de versos de forte impacto. O álbum é um registro da turnê do álbum anterior. Tour esta que foi um sucesso, mas rendeu muitas situações de tensão. Caju estava em tratamento, fazia algum tempo que  tinha sido diagnosticado com o HIV. E isso somado ao álcool e drogas, o deixava mais incontrolável ainda, como conta a mãe, no já antes citado livro Só as Mães são Felizes. Lucinha também diz que o filho declarou que, por não acreditar em vida depois da morte, queria viver todo o possível, chegar às últimas consequências. Nesse clima, Cazuza cuspiu – como protesto contextualizado – numa bandeira brasileira que foi jogada no palco. A repercussão na imprensa foi grande e nada boa. O mesmo livro lembra um fato curioso, mas que diz muito sobre o momento: a cuspida de Caju fez com que O Estado de São Paulo proibisse o nome do artista em suas páginas. Impossível não conectar isso com o fato de que neste show (e nesta turnê) Cazuza cantou “Brasil”, o sucesso que traz os seguintes versos: “Grande pátria desimportante/ Em nenhum instante eu vou te trair”.

O disco seguinte nasceu com o cantor e compositor já bastante debilitado de saúde. Burguesia é um legítimo e comovente registro do momento. Entre vinte canções, apenas quatro delas não traziam a assinatura dele. Foi lançado como álbum duplo. Irregular, com imperfeições, mas muito sincero e com alguns momentos arrepiantes, como a citada “Cobaia de Deus” (de Cazuza e Ângela Ro Rô) e “Quando Eu Estiver Cantando” (de Cazuza e João Rebouças). Um disco de despedida, carregado de honestidade.

Teve ainda Por Aí…, lançado em 1991. Como todo disco póstumo, é retalhado. São sobras de gravações de outros álbuns. A música que dá título ao álbum é uma nova versão da faixa do primeiro lançamento do Barão Vermelho. Aqui tem também o Cazuza em sua onda intérprete, no standard “Summertime” (Heyward e Gershwin), “Camila, Camila” (hit da banda gaúcha Nenhum de Nós) e “Cavalos Calados” (Raul Seixas).  De resto, são mais sete faixas com parceiros diversos. Cá entre nós, é um item só para colecionadores.

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Do que fez com os amigos do Barão Vermelho até as várias outras parcerias com tanta gente diferente, dá para encontrar alguns pontos em comum. Um deles é a capacidade de criar um ambiente, um cenário, cena que está intimamente ligada ao universo que ele circulava, o Rio de Janeiro da virada dos 1970 para os 1980 e por toda essa década. Além disso, nele estava o rock como espírito de época, mas as composições podiam ser vistas, em geral, como dor de cotovelo, samba-canção, música de fossa, o mundo da boemia. Algumas de suas criações poderiam ser ouvidas na voz de uma Maysa, por exemplo, sem causar estranheza. Duvida? Olhe isso: “Amor escravo de nenhuma palavra/ Não era isso que você procurava” (“Baby Suporte”, de Cazuza, Maurício Barros, Pequinho e Ezequiel Neves); “Se todo alguém que ama/ Ama pra ser correspondido/ Se todo alguém que eu amo/ É como amar a lua inacessível” (“Não Amo Ninguém”, de Cazuza, Frejat e Ezequiel) e “O teu amor é uma mentira/ Que a minha vaidade quer/ E o meu, poesia de cego/ Você não pode ver” (“O Nosso Amor a Gente Inventa”, de Cazuza, João Rebouças e Rogério Meanda).

Para o jornalista Zeca Camargo, no início de 1989, assumiu publicamente que estava com AIDS. Notícia que virou capa da Folha de S.Paulo de 13 de fevereiro. A coragem em assumir (lembrem-se era o ano de Mil Novecentos e Oitenta e Nove, ainda meses antes da queda do Muro de Berlim!) e a forma como lidou com as consequências dessa exposição são quase que continuações ou sintomas da própria obra do artista. Ou seja, cenas com a cara dele.

O compositor Cazuza já foi e ainda é muito gravado e regravado. A grande lista de intérpretes de sua obra tem a característica de ser heterogênea. De Ney Matogrosso – o primeiro – passando por Cássia Eller – uma das mais próximas ao espírito da obra – e seguindo por, entre outros, Marina Lima, Gal Costa, Ângela Maria, Simone, Sandra de Sá, Joanna, Supla, Bebel Gilberto e Léo Jaime, a lista revela que suas músicas não se fecham em um pequeno universo.

Caju, que morreu com 32 anos de idade, já foi tema de filme, peça e livro. Cazuza – O Tempo Não Pára, longa-metragem dirigido por Sandra Werneck, foi lançado em 2004. Antes, em 2000, com sucesso de público, sua obra inspirou uma história original que deu origem ao musical Cazas de Cazuza, escrito e dirigido por Rodrigo Pitta, e que há pouco tempo ganhou nova montagem. Cazuza – Pro Dia Nascer Feliz, o Musical”, é um sucesso teatral escrito por Aloisio de Abreu e dirigido por João Fonseca, que estreou em 2013. Lucinha Araújo junto com a jornalista Regina Echeverria publicaram dois livros, os dois citados anteriormente aqui no texto: uma biografia pelo olhar da mãe e uma compilação com todas as letras dele.

Longe de esgotar o assunto, todo esse material gerado pela vida e música dele, ajudam a entendê-lo. Tem ainda uma lacuna aí, porém para o documentário. Quem se habilita?

Movies

O Grito

Novo remake americano de conhecida franquia nipônica de horror fica na superficialidade e nada traz de inovador ou assustador

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Texto por Maria Cecilia Zarpelon

Foto: Sony Pictures/Divulgação

O mais novo remake da franquia nipônica Ju-On (2002), O Grito (The Grudge, EUA/Canadá, 2020 – Sony Pictures), não só falha na tentativa de inovar a velha história da casa mal-assombrada e do fantasma vingativo, como apenas evidencia que a ultrapassada maldição do grito está fadada ao fracasso. O enredo da nova produção, dirigida por Nicolas Pesce, já é a segunda versão americana da obra original de Takashi Shimizu. Como os iniciados na franquia bem sabem, o grito é uma maldição que surge quando alguém é assassinado em um momento de ódio extremo. A entidade passa a atormentar a vida de qualquer um que colocar os pés no local do crime. Ao que tudo indica, isso nunca tem fim, assim como os filmes que habita. Baseado no script de Shimizu, o roteiro do novo longa ainda é sobre uma casa japonesa amaldiçoada – o que muda são as vítimas e o lugar. Desta vez, a trama é levada para uma pequena cidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos.

Este filme acompanha a vida da policial Muldoon (Andrea Riseborough), viúva e mãe solteira, que está determinada a solucionar o caso de um cadáver encontrado na floresta. A investigação é a linha norteadora da película. Assim como o remake de 2004, o novo filme dispõe de histórias cruzadas por meio de múltiplas linhas de tempo para apresentar os destinos de vários personagens, entre eles, um casal de corretores de imóveis (John Cho e Betty Gilpin) que enfrentam uma difícil escolha na gravidez, um casal de idosos (Lin Shaye e Frankie Faison) que procuram a ajuda de uma assistente de suicídio assistido (Jacki Weaver), o detetive Goodman (Demian Bichir) e seu antigo parceiro Wilson (William Sadler).

Apostando nos clichês de todo filme de terror, Pesce parece não conseguir fazer o longa se destacar em quase nenhum quesito. Além dos excessivos e costumeiros jumpscares, que acabam sendo fracos e previsíveis, a película se baseia no pretexto mais básico e óbvio de qualquer franquia de horror (como os famosos “você nunca irá escapar” e “a maldição nunca te deixará em paz”). É decepcionante o fato não ser construída uma atmosfera de tensão, ficando tudo preso na segurança de entidades que aparecem desfocadas atrás das pessoas e que desaparecem e reaparecem à medida que um personagem apaga e acende as luzes. Estes clichês se tornaram clichês por um simples motivo: eles funcionam. Entretanto, no caso da franquia de O Grito, eles já foram exaustivamente usados. Talvez fosse a hora de tentar algo novo.

Mesmo que por vezes se apoie no óbvio, este novo longa tem suas passagens favoráveis. Para aqueles que são familiarizados com a franquia de remakes do J-Horror, nesta nova versão ainda existem os famigerados sustos no chuveiro, na pia e na banheira, trazendo um sentimento de nostalgia ao espectador, ao recordar cenas do auge do filme original. As histórias são todas permeadas pela dor e pela perda, numa válida tentativa do diretor de fazer com que a audiência se sinta próxima e acredite em uma realidade muito plausível, mostrando como as pessoas são frágeis e vulneráveis, e que a maldição não perdoa ninguém. Mesmo que o desenvolvimento dos personagens deixe a desejar e acabe sendo um tanto superficial, Pesce investe no sofrimento de cada um. Não apenas o causado pela maldição, mas também aquele que qualquer pessoa poderia ter – o que muitas vezes não é abordado em outras produções do gênero.

Para além da falta de criatividade e originalidade de sustos, o filme não se diferencia daqueles que vieram antes, muito menos justifica sua própria criação. Para os amantes do terror, infelizmente essa é só mais uma maçante e saturada história sobre a já esgotada casa mal-assombrada e que desperdiça um elenco talentoso e não traz nada de novo ou assustador para a realidade atual. O Grito, mesmo que tenha seus momentos arrepiantes, prova ser apenas mais um remake de uma história batida, que continua amaldiçoado por um conceito fatalmente clichê.

Music

KT Tunstall

Oito motivos para não perder a passagem da cantora KT Tunstall pela Ópera de Arame, neste final de semana

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Texto por Leandro Delmonico

Foto: Divulgação

Em meados da década passada, a escocesa de ascendência chinesa KT Tunstall apareceu para o mundo com o hit “Suddenly I See”, lançado em 2004, no álbum Eye To The Telescope. A música acabou impulsionada ao ser incluída na trilha sonora do filme O Diabo Veste Prada e até hoje faz a artista viajar o mundo com sua mala e violão. Agora ela passa novamente pelo Brasil, para duas apresentações da nova turnê, referente ao seu disco mais recente, Wax. O Mondo Bacana te dá oito motivos para não perder o show dela, nesta quinta em São Paulo (7 de novembro, no Teatro Liberdade) e no domingo em Curitiba (10, na Ópera de Arame). Mais informações sobre estes concertos você tem, respectivamente, aqui e aqui.

Sucessos radiofônicos

Além de “Suddenly I See”, a cantora também emplacou outros sucessos em programações radiofônicas como “Other Side of the World”, “Black Horse & The Cherry Tree” e “If Only”. Três singles de Wax já foram lançados: “The River”, “Human Being”e “Little Red Thread”.

Apenas uma vez no Brasil

KT viaja o mundo. No entanto, esta é apenas sua segunda vez no país e a primeira em Curitiba. Também faz um bom tempo que ela não passa pelo Brasil. Mais precisamente onze anos.

Quem sabe faz ao vivo

A cantora tem como principal característica o espirito folk das ruas, um dos motivos pelo qual se surpreendeu quando sua música atingiu sucesso mundial. Ocasionalmente toca em lugares minúsculos, como em pubs e estações de metrô. Mas nada de playback!

One girl band

Outra peculiaridade de KT Tunstall, muito apreciada em Curitiba por sinal, é o fato dela se apresentar muitas vezes sozinha no palco, contando só com o auxílio de pedais e algumas programações. Isso a torna uma espécie de one girl band.

Discografia de qualidade

Apesar de não obter o mesmo sucesso do começo da carreira, ela continua lançando bons álbuns. Seu último trabalho é o disco Wax, do ano passado. São seis títulos no total de sua discografia.

Ligações com outros artistas

KT agrega peso à sua carreira cantando e tocando ao lado de artistas importantes da música pop como Daryl Hall e o grupo Simple Minds, além de interpretar versões de vários nomes bacanas como Prince, Jackson Five e Soundgarden

Integração com o local

Seu show combina perfeitamente com a Ópera de Arame, o clima intimista e o vozeirão rouco da cantora devem proporcionar uma ótima noite de domingo.

Ingressos ainda disponíveis

A pista vip da Ópera de Arame já está esgotada, mas ainda dá tempo de garantir seu ingresso. Os preços são bem interessantes para um show internacional. Partem de R$ 90.